À MAPiNET – porque não gostamos de meias verdades

Este artigo é da autoria de Marcos Marado, e representa a sua opinião sobre os assuntos aqui tratados. O artigo está aqui publicado segundo uma licença CC-BY PT.

Em resposta ao artigo sobre o movimento MAPiNET, publicado hoje no Público, tenho a dizer:

A pirataria na Internet, sobretudo de filmes e música, tem causado o encerramento de pequenas empresas e a perda “acentuada” de ganhos

Imensos estudos se têm debruçado sobre este tema, e nunca se conseguiu chegar a uma conclusão. Pelos vistos há um novo estudo que já consegue concluir que existem pequenas empresas que encerraram ou tiveram “perdas acentuadas” devido à pirataria na Internet. Dêm-me os dados. Apresentem provas.

Segundo Alexandre Bravo, os cinemas perderam um milhão de espectadores em 2008, ano em que também fecharam 300 clubes de vídeo. Já a venda de música passou a gerar menos 60 por cento de receitas e terão sido perdidos cerca de metade dos postos de trabalho no sector nos últimos anos. E até a indústria livreira “começa a sentir um bocadinho na pele” os efeitos dos downloads ilegais.

Demagogia. Até hoje, e mais uma vez, ainda nunca se conseguiu arranjar um estudo de aprovação consensual que conseguisse relacionar “downloads ilegais” com “diminuição de vendas e receitas”. Caso, mais uma vez, a MAPiNET tenha acesso a um novo estudo apresentando tal relação, que mo mostrem. Dêm-me os dados. Apresentem provas.

Paulo Santos, um dos porta-vozes do movimento antipirataria, criticou ainda o facto de a legislação portuguesa (desta feita através de um diploma que tem apenas quatro anos) classificar os dados de tráfego (informação que ajuda à identificação de um utilizador da Internet) como dados pessoais: “Confunde-se o conceito de meio com o conteúdo das comunicações.” Com esta legislação, argumenta, é “praticamente impossível” combater o download de ficheiros ilegais.

Caríssimo, os “dados de tráfego” são dados pessoais, visto serem relativos a comunicações privadas, tal como são os registos das chamadas telefónicas. Não queremos nem devemos ceder os nossos direitos, as nossas liberdades e a nossa privacidade.

Esta solução implica a colaboração dos fornecedores de acesso, que são normalmente acusados pelos defensores dos direitos de autor de não quererem restringir ou vigiar a utilização das ligações que vendem para não afastar clientes.

E porque afasta isso os clientes? Será porque as pessoas não querem ser vigiadas, não querem perder a sua privacidade?

Paulo Santos admitiu ainda que o sector vai ter de se adaptar aos tempos digitais, mas que essa mudança deve ser feita “naturalmente” e não por força da pirataria.

Não terá, por acaso, a pirataria aparecido “naturalmente”?


Em suma, acredito que:

  • A MAPiNET baseia-se em dados meramente especulativos, nunca os justificando com dados
  • A MAPiNET tenta passar a ideia de representar a “indústria da cultura”
  • A MAPiNET tenta ocultar o seu verdadeiro objectivo, , exposto anteriormente, de tentar com que a aprovação do Pacote Telecoms seja feito sem a emenda 138
  • A emenda 138 do Pacote Telecoms é fundamental para que os direitos consagrados pela Carta de Direitos Fundamentais da EU não sejam ignorados, como explicado neste apelo

Para que não fique nada por esclarecer, cito-vos a emenda 138 do Pacote Telecoms:

aplicando o princípio de que nenhuma restrição pode ser imposta nos direitos e nas liberdades dos utilizadores finais, notavelmente de acordo com o artigo 11 da Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia sobre a liberdade de expressão e informação, sem decisão anterior por autoridades judiciais, excepto quando ditado por força maior ou pelos requisitos para a preervação da integridade e segurança da rede, e sujeito a provisões nacionais da lei criminal impostas por razões de política pública, segurança pública ou moral pública.

É isto que a MAPiNET quer retirar da Lei? O requisito de ser uma Autoridade Judicial a decidir em que casos os direitos e as liberdades dos cidadãos podem ser restritos? Eu digo NÃO.

Compras Online em Segurança

Segurança

O Natal está a chegar e com ele a época das compras! As filas de trânsito e a confusão nas lojas levam as pessoas a optar cada vez mais por uma alternativa mais rápida, as Compras Online.

Durante o mês de Dezembro, muitos dos sites de comércio electrónico optam por estratégias de venda como: redução de custos na compra de produtos e entrega gratuita. Desta forma, comprar online é uma opção muito apelativa! Mas… não se esqueça dos riscos envolvidos, que podem implicar roubo de informação e perda de dados.

A Trend Micro fez-nos chegar algumas dicas que o podem ajudar a fazer as suas compras de Natal Online em segurança. O WebTuga aproveitou para completar a lista de dicas.

Utilize um número de conta virtual

Este é um serviço que a maioria das empresas de crédito oferece. Para aceder a esta solução o utilizador tem de criar um número aleatório de cartão de crédito, que torna virtualmente impossível o roubo do seu número de conta.

Depois de estar na posse dessa informação, basta ao utilizador inseri-la no site e concluir a compra. Este número é válido por um curto período de tempo, o suficiente para o fornecedor do serviço, a que acedeu, processar a sua compra que será debitada no cartão de crédito real.

Certifique-se de que está a aceder a um site seguro

Procure o ícone do cadeado ou um URL que inicia com https//. Isto significa que os dados transmitidos entre o cliente e o site são codificados e que a ligação é segura.

Nem todas as lojas possuem este tipo de ligação, no entanto o uso de certificados SSL é um indicio de segurança.

Não confie em emails que solicitam a confirmação do seu número de cartão de crédito

Todos os anos e com o intuito de solicitar a confirmação dos seus dados pessoais, entre eles o número de cartão de crédito, os hackers enviam emails enganosos fingindo ser do Serviço de Clientes do eBay ou do PayPal.

Cuidado com estes emails! Se tem alguma dúvida em relação ao serviço prestado por um site de e-
Commerce, entre em contacto com o Serviço de Clientes do site e não responda a este tipo de emails.

Procure Feedback

Procure feedback acerca da Loja Online onde vai comprar o produto, por vezes basta uma pesquisa para obter várias opiniões acerca de uma loja online.

Leia os Termos

Esta dica funciona não só em sites de compras online, como qualquer outro tipo de site que lhe requisita dados pessoais.

Muitas das vezes os nossos dados podem ser enviados para agências de marketing e depois ninguém pode aturar o telefone sempre a tocar a oferecerem um colchão…

Verifique o suporte

Este é um pequeno truque que tenho por hábito fazer, que consiste em enviar um e-mail com perguntas básicas acerca de um determinado produto e tentar saber o tempo de resposta.

Se a resposta for rápida, tenho a certeza de que vou ter um suporte que me responde a tempo e horas.

Espero que não tenham problemas com as vossas compras online.

Emenda 138: Tradução do template para envio aos MEPs portugueses

Depois do post publicado pelo Marcos Marado no Programas Livres sobre a tentativa do Governo Francês bloquear a emenda 138, que tem o objectivo de proteger a privacidade online dos cidadãos europeus, a comunidade do Programas Livres decidiu traduzir para Português o template da carta escrita pelo La Quadrature du Net, para que todos os cidadãos portugueses interessados em proteger a sua privacidade na internet a possam enviar aos seus representantes do Parlamento Europeu. A tradução da carta pode ser descarregada, clicando aqui.

Abaixo ficam os contactos dos MEPs e outros representantes portugueses. Para já, temos apenas um, mas contamos inserir mais. Se quiserem usem e/ou adaptem a nossa tradução do template escrito pelo La Quadrature du Net e enviem-na, por carta ou email, aos nossos representantes no Parlamento Europeu. Não se esqueçam que, sendo nossos representantes, têm que defender a nossa vontade e os nossos direitos.

BARTOLO, Pedro Nuno
Minister Plenipotentiary
Deputy Permanent Representative of Portugal
Avenue de Cortenberg 12-22
B-1040 Bruxelles
Tel: (32-2) 286 42 11
Fax: 231 00 26
Email: reper@reper-portugal.be

Manuel Pinho
Ministro da Economia e Inovação
Morada: Rua da Horta Seca – 1200-221 Lisboa
Tel.: 213 245 400
Fax: 213 245 440
Email: gmei@mei.gov.pt

Fernando Serrasqueiro
Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor
Morada: Rua da Horta Seca – 1200-221 Lisboa
Tel.: 213 245 400
Fax: 213 245 460
Email: gsecsdc@mei.gov.pt

António Castro Guerra
Secretário de Estado Adjunto, da Indústria e da Inovação
Morada: Rua da Horta Seca – 1200-221 Lisboa
Tel.: 213 245 400
Fax: 213 245 450
Email: seaii@mei.gov.pt

Se esta emenda for retirada, a indústria de entretenimento passa a ter autoridade legal para obrigar o vosso ISP a cortar-vos o acesso à internet, sem provas e sem necessidade de um processo judicial. Basta eles quererem e vocês, ao fim de três acusações – sem necessidade de provas – ficam sem internet. Parece surreal, mas é um risco bastante real!

O fim desta emenda que protege a privacidade online é o que defendo um movimento, criado pela ACAPOR, chamado MAPiNET. Eles afirmam ser um movimento cívico, mas na realidade são os interessados em poder cortar-vos o acesso à net sem provas. Não vão na cantiga deles, porque eles não contam a história toda.

Tempo sem postar

Bem. Pessoal venho pelo meio do administrador e mesmo por meu meio. Pedir desculpas a todos por não haver posts aqui na deskmod. O tempo é mesmo escaço e o administrador está com um problema a aceder o site de administrador. Mesmo o utilizador que ficou encargue de postar mais coisas está com falta de tempo presumo eu.

Continuo a deixar a mensagem de quem estiver interessado a ser blogger e levar o seu trabalho a serio, agradeço contacto.

Sem mais nada a dizer.

Beni e administardor x)

WordPressDirect: Criar um blog sem precisar de blogar

Numa press release divulgado pelo equipa do WordPressDirect agora é possível ter um blog sem a necessidade de escrever um linha sequer. Segundo a equipa do WPD, a única coisa que precisa fazer é escolher um theme para o blog, acrescentar as keywords e a respectiva descrição do blog, escolher que conteúdo é que quer ver postado, através dos sites da Yahoo, Google, etc… e numa questão de minutos, voilá! O Blog fica actualizado diariamente com as notícias que escolheu.

Para além disso, também é possível escreverem os vossos próprios posts quando têm tempo e pachorra para tal não sendo preciso preocupar com SEO, visto que os blogs já vêm optimizados para os motores de busca. A ideia surgiu em meados de Agosto deste ano e conta actualmente com mais de 10 mil utiizadores, em categorias que permitem a criação de 10, 20 e 100 blogs.

Do meu ponto de vista no papel de blogger, trata-se nada mais como outro meio de ver conteúdo duplicado dos artigos que se escreve. Está-se mesmo a dizer na cara: “Deixem os outros escreverem os artigos e eu vou lá e copio o conteúdo sem problemas, ou seja, uma máquina de spam no seu estado puro. Do ponto de vista de uma pessoa comum, parece bastante interessante a ideia, visto que é referido que não precisamos de escolher automaticamente as notícias que escolhemos. Podemos optar por criar o nosso próprio conteúdo sem a chatice de instalar temas, plugins e afins. Pena que este produto não esteja a ser vendido deste prisma.

Slick – Messenger no telemóvel

SlickSlick é um Instant Messenger gratuito que permite aceder ao msn pelo telemóvel.

Para além do MSN, o Slick suporta outros protocolos como é o caso do ICQ, Yahoo, AIM, Google Talk e Jabber.

O Slick permite a transferência de ficheiros, histórico das conversas, listagem dos contactos por grupos, emoticons, alertas e muitas mais opções que o tornam um poderoso Messenger para telemóvel.

10 razões para não utilizar Ubuntu

Ubuntu Tux

Existem muitas pessoas que mesmo após utilizarem o Ubuntu (ou qualquer outra distribuição Linux) continuam a preferir/utilizar o seu Windows (provavelmente pirata ou que pagaram os olhos da cara para o ter ( ou então não )).

Enquanto estava a stumblar (estou viciado no stumbleupon), encontrei um artigo no Socialized Software que indica as top 10 razões para não utilizar Ubuntu e achei no mínimo engraçado.

1 – Não é possível testar antes de comprar

Como o Ubuntu é um software livre, não é possível testar antes de comprar, pois é impossível de comprar.

Por isso o Ubuntu não lhe dá a oportunidade de testar o software antes de pagar.

2 – A instalação de software é demasiado fácil

A instalação de software no Ubuntu via Synaptic ou apt-get é demasiado fácil. Com o synaptic basta fazer uma pesquisa, seleccionar as aplicações/bibliotecas que desejamos instalar e em poucos segundos elas estão instaladas. Simples, fácil e eficaz.

As pessoas estão habituadas a fazer muitas pesquisas e muitos click’s antes do programa estar instalado.

3 – Poucos vírus e muita segurança

Linux é um sistema bastante seguro, portanto não existe a necessidade de ter um anti-virus + anti-spyware + anti-adware + qualquer coisa para proteger os seus dados.

4 – Não tem software de produtividade caros

O Ubuntu não tem uma Suite de produtividade como o Microsoft Office que custa 400$, portanto provavelmente não presta.

O OpenOffice.org é gratuito e opensource, portanto se não se paga, não deve ser grande coisa (tal como o Ubuntu, se é gratuito não presta!).

5 – Não é possível comprar

Como já foi dito o Ubuntu é totalmente gratuito, portanto se não se paga e se até oferecem CDs do Ubuntu é porque provavelmente a ninguém quer o sistema operativo da Canonical e portanto a empresa distribui os CDs que não foram vendidos… provavelmente.

6 – Demasiadas aplicações gratuitas por onde escolher

Existem milhões de aplicações para Linux totalmente gratuitas e a maioria delas é opensource.

São tantas as aplicações que as pessoas têm problemas a escolher aquelas que lhe agradam.

7 – Documentado bem demais

A comunidade Ubuntu junta esforços para documentar todo o software e até mesmo traduzir em várias línguas. Ora se a documentação está em Português não vai prestar… pois o que é em Inglês é que é bom…

8 – Suporte gratuito e rápido

Para além da documentação, das centenas de sites/blogs/fóruns e restantes comunidades que existem para o ajudar a gerir o seu sistema operativo, existem ainda vários canais distribuídos pelas redes de IRC com pessoas dispostas a ajuda-lo em tudo o que for preciso.

9 – Demasiadas Interfaces por onde escolher

Apesar da maioria das pessoas pensarem que Linux ainda é um bicho de 7 cabeças e ainda é tudo por linha de comandos, o Linux permite escolher entre vários Gestores de Janelas (ex: Gnome, KDE, xFCE, etc…) e personalizar totalmente o sistema operativo.

Existem muitas mais configurações possíveis para deskmod em Linux do que em macOSx ou Windows.

10 – Demasiado Eye Candy

Para além dos gestores de janelas disponíveis, é possivel a instalação de pequenas aplicações que apesar de terem como principal objectivo tornar o ambiente Eye Candy, facilitam a vida de quem trabalha com várias aplicações, podendo ter vários desktops no mesmo sistema e agrupar as aplicações em cada um deles.