About Bruno Miguel

Blogger, apreciador de cerveja e defensor do software livre, corre um sistema GNU/Linux de acordo com Stallman e sem quaisquer bugs - apenas com funcionalidades não desejadas.

Anunciando o GNUzilla Watcher

icecat

Há perto de um mês para cá que o Icecat é o meu browser de eleição. Ele é baseado no Firefox, mas não tem aquelas questões estranhas com a trademark Mozilla e vem com uma ferramenta extra de privacidade.

Este projecto tem poucos colaboradores, por isso as novas versões do browser são disponibilizadas entre uma a duas semanas após o lançamento da última versão do Firefox – mais ou menos o mesmo tempo que o Ubuntu demora a disponibilizar uma actualização do Firefox. Agora, até disponibilizam um pacote deb para Debian e derivados.

Como programar não faz parte dos meus conhecimentos e queria, de alguma forma, contribuir para este projecto, criei um blog onde serão publicadas as novidades e notícias relacionadas com o projecto. O blog chama-se GNUzilla Watcher e será escrito em inglês. Até agora – para além de mim, claro – já tem dois colaboradores: o maintainer do projecto GNUzilla, Giuseppe Scrivano, e um utilizador do browser chamado Muhammad ‘MJ’ Jassim.

A minha decisão de criar um blog como forma de contributo para o projecto prende-se com o facto destes (os blogs) serem uma poderosa ferramenta de comunicação e de passagem de mensagens. Como este projecto precisa de mais colaboradores, nada melhor que o anunciar às massas.

Passem pelo blog, subscrevam-no e ajudem o projecto GNUzilla.

Versão final do KDE 4.1 está disponível

Ao fim de vários meses de desenvolvimento e algumas versões de teste, a equipa do KDE disponibilizou a versão final do KDE 4.1. Caso utilizem um Ubuntu ou derivado e quiserem já utilizá-lo, podem usar o seguinte repositório para o instalar:

deb http://ppa.launchpad.net/kubuntu-members-kde4/ubuntu hardy main

Para o adicionarem, podem fazê-lo directamente no Synaptic ou então editando, com os devidos privilégios, o sources.list, localizado em /etc/apt (/etc/apt/sources.list) e adicionado o repositório numa nova linha no final do ficheiro – só para manter as coisas ordenadas.

Adicionado o repositório, apenas precisam de executar o seguinte comando num terminal (acreditem que é mais rápido do que através do Synaptic): sudo apt-get update && sudo apt-get install kubuntu-kde4-desktop. Isto actualiza a cache do gestor de pacotes, para que ele possa utilizar o novo repositório, e descarrega e instala o KDE 4.1. Assim que acabar a instalação, basta terminarem a sessão (não é necessário reiniciar) e, no gestor de login, escolher o KDE4 como sessão.

Se quiserem, podem deixar screenshots do vosso desktop com KDE 4.1 nos comentários. Se os recebermos em número suficiente, publicaremos um post com aqueles que consideramos mais agradáveis e user-friendly (amigáveis).

{via José Rocha}

O estado de segurança da web portuguesa

O Instituto Pedro Nunes (IPN) e a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) realizaram um estudo conjunto para avaliar o estado de segurança da internet portuguesa. Mais de 3.6 milhões de IP, 11 mil domínios .pt, 9 mil servidores DNS e vários computadores do Estado foram analisados. As conclusões não são nada boas.

Os resultados do estudo foram quantificados em quatro graus: aceitável (de 0 a 2.0), perigoso (de 2.1 a 5.0), muito perigoso (de 5.1 a 8.0) e caótico (de 8.1 a 10.0). Para o IPN e a FCTUC, a web portuguesa está no nível «perigoso», com uma classificação de 2.1. Isso deve-se às mais de 30 mil vulnerabilidades de 17 tipos diferentes encontradas e a 1 em cada 5 computadores do Estado estarem vulneráveis a possíveis ataques e infecções de malware. Para além disso, foram encontradas 722 infecções com malware, um número que me parece demasiado pequeno.

Dos tipos de vulnerabilidades testadas no sector privado, Telnet está em primeiro lugar com 15782 ocorrências, seguida de DNS Zones e SSLv2. No sector público, Telnet está igualmente em primeiro lugar, seguida de DNS Snooping e SSLv2.

No caso do malware, o MyTob foi o mais detectado, seguido do Zafi, NetSky e, por fim, MyDoom. Neste teste, a precisão não vai além dos 65%, por isso a situação real poderá ser um pouco diferente, tanto para melhor como para pior – eu acredito que é para muito pior.

Curiosamente, o estudo mostra que a situação no Estado é melhor que a do sector privado. O primeiro tem 1.6 pontos, o que o coloca no nível aceitável, ao passo que o segundo está no nível perigoso com 2.2 pontos. Talvez a disparidade no número de máquinas do sector público e do privado ajude a explicar parte desta diferença.

Neste estudo, também são mencionados os cinco ISPs onde se detectaram mais vulnerabilidades. No topo da lista está a Claranet, com a Novis Telecom no último lugar. Estas vulnerabilidades não se referem às do próprio ISPs, mas às dos seus clientes.

Claro que parte desta classificação da internet portuguesa se deve ao utilizador, aquela figura normalmente entre a cadeira e o teclado. Mas não podemos passar a vida a dizer que é culpa dos utilizadores, porque muitas vezes eles não têm culpa que a aplicação e/ou sistema que estão a utilizar para aceder a um site aparentemente legítimo possua uma segurança duvidosa.

Ingenuidade, falta de conhecimento, más configurações, pouca vontade e software cuja qualidade levanta muitas dúvidas: quando alguns destes ingredientes se juntam a mistura é explosiva, não é?

[Dados técnicos do estudo] {via Sapo Tek}

Tema para Gnome, em beta muito beta

gnome gtk murrine tema gnewsense
Clica na imagem para veres em tamanho real

Desde que comecei a usar o gNewSense que decidi dar uma ajuda a este projecto, dentro das minhas possibilidades. Por isso, comecei a dar uma pequena ajuda à artwork-team, o grupo de voluntários que trata do aspecto gráfico da distribuição.

Como a paciência não costuma ser muita, não tenho conseguido ajudar tanto quanto desejaria. Mas hoje, quando recebi um mail da lista da artwork-team do gNewSense sobre uma hack ao tema da distribuição, resolvi pegar nessa hack e pô-la como acho que ela deve ser.

Ainda não está acabado, nem nada que se pareça, porque a paciência anda no limiar do zero e o conhecimento da sintaxe dos temas não é a maior, mas já é uma mostra do que poderá vir a ser. Aceito sugestões para melhorar este tema para Gnome que utiliza o motor Murrine. Se quiserem, podem descarregar o tema aqui.

Nota: este post foi inicialmente publicado no meu blog pessoal. a sua reprodução aqui destina-se, tal como no meu blog, a pedir opiniões e sugestões para melhorar o tema.

[actualizado] Nokia 6630 em GNU/Linux

Uma das minhas grandes dores de cabeça desde que utilizo GNU/Linux era não conseguir comunicar, por USB, com o meu Nokia 6630 a partir do sistema operativo. Durante algum tempo, fiz umas pesquisas e a pouca informação que encontrava requeria muitas hacks e não garantiam um funcionamento correcto. Para mal dos meus pecados, nunca nenhuma funcionou.

Entretanto, desisti disto e passei a usar o computador do meu pai, onde o Windows está instalado juntamente com a Caixa Mágica 12. Só por causa deste meu problema é que o computador do meu pai se manteve com Windows.

Hoje, já sem pensar neste assunto, vi uma entrada no meu leitor de feeds, o Liferea, com o título «Nokia 6630 Using USB Cable On Debian». Um sorriso de orelha a orelha esboçou-se imediatamente na minha cara. Abri o artigo, segui as instruções e agora consigo aceder ao meu Nokia 6630 sem problemas, seja à memória interna ou ao cartão de memória, e tenho uma entrada no fstab que faz mount ao telemóvel sempre que ligo o computador.

Apesar do artigo se focar apenas no Debian, o procedimento funciona na perfeição em distribuições derivadas desta e também deverá funcionar sem problemas noutras distribuições do sistema GNU/Linux.

Agora, só me falta encontrar uma implementação livre dos formatos amr e awb, para poder converter alguns sons em mp3 e ogg para os formatos anteriores, os únicos que o meu telemóvel suporta.

Atenção: se utilizarem Ubuntu e derivados, terão que correr os comandos do tutorial com sudo.

Actualização: no tutorial, o autor tem um pequeno erro. Na altura de adicionar o vosso user ao grupo fuse, não usem a opção -G, mas a opção -a. Exemplo: usermod -a fuse bruno. Opcionalmente, poderão utilizar a ferramenta gráfica para gerir utilizadores.

SAPO Summerbits

O SAPO e a Associação Ensino Livre lançam hoje dia 8 de Julho o programa SAPO Summer Bits. Neste programa são oferecidas bolsas a estudantes, de todos os graus de ensino ou proveniências (maiores de 18 anos e com vínculo a Escola/Universidade Portuguesa), para que desenvolvam código para projectos de Software Livre, já existentes ou completamente novos. As ideias com maior impacto tecnológico e social serão financiadas com 2500€ ao longo de três meses.

A ambição do SAPO Summer Bits é, acima de tudo, o de se tornar um programa de referência no meio académico e junto das diversas comunidades de software livre que fervilham por todo o país, mostrando simultaneamente ao mundo toda a capacidade criativa dos nossos estudantes.

Na 1ª Edição serão financiados até 10 projectos. As candidaturas são feitas
electronicamente pelos orientadores que vão acompanhar o aluno ao longo dos três meses e estarão abertas até dia 19 de Julho de 2008. Para mais informações visite a página oficial do projecto.

Malandro – o wallpaper

malandro

Estou com insónias. Decido abrir o meu leitor de feeds, o Liferea, e pôr as leituras em dia. Vejo que o Eurico Leite publicou mais um post, desta vez sobre um wallpaper meu conhecido. Leio o post.

As insónias não passam. Então, decido fazer uma brincadeira, inspirado pelo wallpaper apresentado no post do Eurico. Vários minutos depois, o Malandro – assim se chama o wallpaper – é criado.

O wallpaper está disponíveis sob uma licença Creative Commons 2.5 by-sa.

Download (2.6MB)

Microsoft: O ODF claramente ganhou

O impensável, pelo menos para mim, aconteceu: a Microsoft admitiu que o ODF ganhou.

Esta surpreendente mudança de discurso aconteceu durante um certame organizado pela Red Hat, onde um dos oradores convidados, Stuart McKee, da Microsoft, disse: «o ODF claramente ganhou».

Já é sabido que a Microsoft vai passar a suportar para o ODF na próxima versão do seu pacote de ferramentas de produtividade, o Microsoft Office – ou, pelo menos, já fizeram várias declarações a afirmar isso. Mas a admissão da vitória do ODF é, para mim, algo anormal no comportamento desta empresa.

Agora que até o maior opositor do ODF admitiu a vitória deste formato, estão à espera de quê para passarem a utilizá-lo?

via Software Livre no Sapo

Como instalar o KDE 4.1 beta 1 no Ubuntu 8.04

kde desktop kde 4.1 ubuntu

Ainda não chegou à versão final, mas já está disponível para o Ubuntu e respectivas variantes um repositório com a primeira beta do KDE 4.1. Como esta não é ainda a versão estável deste gestor de desktop e eu não tenho paciência para estar a usar um desktop potencialmente não tão estável como eu gostaria, prefiro não adicionar este repositório por enquanto. Mas quando a versão final sair, é a primeira coisa que faço.

Entre as muitas novidades desta primeira beta do KDE 4.1 estão o maior número de aplicações já a utilizar o QT4 – como o Kontact, a PIM do KDE -, mais opções de configuração do desktop e a maior maturidade do Plasma, um componente essencial do KDE4.

As instruções para adição do repositório e instalação do KDE 4.1 beta 1, assim como a link do repositório, estão no site Ubuntugeek.com. Usem, mas não abusem. 😛