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Adobe adquire Macromedia
Adobe adquire Macromedia por 3400 milhões de dólares
A gigante de software comprou a Macromedia, num negócio avaliado em 3400 milhões de dólares.
A Adobe adquiriu a Macromedia por 3400 milhões de dólares, o equivalente a quase 2620 milhões de euros. A partir de agora, o formato PDF e os programas de design como o Flash estão mais próximos, o que poderá ser bom para os utilizadores, mas também pode ter consequências negativas porque a falta de concorrência, por norma, provoca o aumento dos preços dos produtos.
Em comunicado, a Adobe afirma que a transacção envolve apenas a troca de acções e que os accionistas da Macromedia vão receber 0.69 de acções ordinárias da primeira, por cada acção de possuam da segunda empresa.
Esta "união" significa a junção da proprietária dos formatos PDF com a fabricante de programas como Flash e Dreamweaver. Ao nível do software de design gráfico, este movimento poderá possibilitar o melhoramento das ferramentas disponíveis, dão a entender os responsáveis das duas empresas. "Combinando a paixão e a criatividade das duas empresas, vamos continuar a lutar pelas inovações que mudam a vida das pessoas e a forma como estas lidam e interagem com a informação", pode ler-se no press release da Adobe.
A reacção do mercado
Apesar das declarações de ambas as empresas, a reacção do mercado parece ser menos optimista. Especialistas manifestaram alguma preocupação pelo desaparecimento da concorrência como factor de estímulo ao aperfeiçoamento do software.
Com efeito, o negócio envolve a fusão de dois gigantes do software na área de design gráfico e multimédia, envolvendo aplicações que desde sempre competiram pela liderança da respectiva área. A Adobe é conhecida principalmente pelo popular Photoshop, líder incontestado do mercado de software de tratamento de imagem. Porém, noutras áreas, o software Adobe compete directamente com a Macromedia. É o caso da suite Adobe para webdesign - o Adobe Golive e Adobe Image Ready - que competem directamente com a suite Macromedia - Dreamweaver, Fireworks e Flash.
A principal preocupação manifestada pelos profissionais da área parece incidir contudo na área de desenho vectorial, onde o líder de mercado, o Freehand da Macromedia, é agora adquirido pela detentora do seu mais directo concorrente - o Adobe Ilustrator.
A história repete-se
Esta fusão apresenta semelhanças com a que, em 1996, ocorreu com a aquisição da Aldus, então detentora do popular programa de paginação Aldus PageMaker e do Aldus Freehand. Na altura, a Altsys, autora original do Freehand, moveu um processo contra Aldus e Adobe, argumentando que com a fusão de ambas, esta última iria concentrar esforços no Adobe Ilustrator, em prejuízo do Freehand.
A solução encontrada foi a venda do Freehand à então emergente Macromedia, que viria a transformar este software no mais popular ilustrador vectorial no mercado de design gráfico.
No mercado de software de paginação, a fusão da Adobe com a Aldus resultaria curiosamente numa diminuição progressiva da quota de mercado do PageMaker, em benefício do líder de mercado nesta área, o Quark Xpress. Actualmente, a presença do Adobe PageMaker é residual, e a liderança do Quark Xpress é disputada por um terceiro programa de paginação, da própria Adobe: o "jovem" Adobe InDesign.
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