Vamos correr a shell Linux num Browser?

Os browser são hoje em dia ferramentas multifacetadas, que permitem aos utilizadores a realização de várias tarefas. Através do browser podemos aceder à Internet, ler o e-mail, jogar, aceder às redes…enfim, quase que se coloca a questão “O que não se consegue fazer hoje através de um browser? ”.

Recentemente descobri o projecto “Javascript PC emulator” quer permite correr uma shell Linux através de um simples browser.

 

 

O Javascript PC Emulator (baseado no Linux Kernel 2.6.20) é um pequeno script que permite ter a consola Linux no browser. O script foi desenvolvido em Javascript (tal como o nome indica), usando W3C Typed Arrays e emula  o seguinte hardware:

  • 32 bit x86 CPU
  • 8259 Programmble Interrupt Controller
  • 8254 Programmble Interrupt Timer
  • 16450 UART
  • Real Time Clock

Segundo o autor, Fabrice Bellard (criado do QUEMU e do FFmpeg), a ideia de desenvolver um emulador da consola Linux para correr num browser surgiu por puro divertimento e para colocar em prática todo o poder que o javascript oferece, mesmo para tarefas mais complexas.

Webpage: http://bellard.org/jslinux/index.html

OWA – Open Web Analytics

OWA

Open Web Analytics é uma ferramenta em PHP, disponibilizada com a licença GPL 2.0, que lhe permite fazer o tracking de todas as suas visitas e gerar relatórios com as estatísticas de cada visita em cada site.

O OWA tem um conjunto de APIs em PHP e HTTP APIs que permitem facilmente integrar o sistema em outros CMS e aplicações web. Já existem inclusive versões do Open Web Analytics para o WordPress, MediaWiki e Gallery2.

Uma excelente ferramenta para quem é viciado em estatísticas ou necessita de partilhar várias vezes as visitas dos seus sites a outras pessoas.

GeeMail – Cliente desktop para Gmail

GeeMail

Quem utiliza várias contas de e-mail, necessita realmente de um cliente de e-mail para fazer uma melhor gestão de todos os e-mails como é o meu caso com mais de 17 contas de e-mail para gerir.

No entanto, quem apenas tem uma conta de e-mail, neste caso no serviço do Gmail do Google, quase não precisa de um cliente de e-mail, mesmo assim existe uma aplicação chamada GeeMail que funciona na plataforma Adobe Air e que permite utilizar a sua conta de Gmail no desktop.

O GeeMail ao contrário da maioria das aplicações não necessita de configuração de POP3 ou IMAP, funcionando com uma interface bastante semelhante à do original Gmail, o que tornará tudo muito familiar ao serviço Gmail.

Para além disso, o GeeMail transforma o Gmail numa plataforma offline. Correndo na plataforma Adobe Air, o GeeMail é assim um software cross-platform, se bem que Adobe Air ainda não é totalmente compatível com Gnu/Linux.

Why does Joomla really sucks – Porque é que o Joomla não presta

Joomla Logo

Como é do vosso conhecimento, o WebTuga usou a plataforma Joomla durante cerca de 1 ano, portanto serve este post para vos contar a nossa experiência neste CMS.

O Joomla é um CMS ( Content Management System ), licenciado sob a GNU General Public License, que permite criar desde pequenas páginas, a grandes portais.

Neste caso, o Joomla seria adaptado a plataforma de blogging.

Antes de tudo, a maioria dos themes disponíveis e com alguma qualidade são pagos ou é necessário entrar num clube com subscrições premium anuais ou algo do género, e a criação de themes para Joomla torna-se bastante complicada para o utilizador comum, portanto ou compra um theme, ou então fica com um site visualmente fraco.

A instalação do Joomla é bastante simples, como qualquer outro CMS que usei até hoje, no entanto quando chega à hora de fazer actualizações para novas versões, ai temos graves problemas, pois a maioria dos módulos, dos componentes e dos mambots deixam de trabalhar.

Com uma instalação do Joomla e com um theme já escolhido, chegou a hora de importar os artigos do WordPress. E aí é que temos mesmo um grave problema.

No WordPress os artigos estão separados por categorias e por sua vez, o Joomla separa os artigos por Secções e Categorias, tornando assim a importação muito mais complicada.

Para fazer a importação, foi necessário exportar a base de dados do WordPress em excell, dividindo os campos dos artigos por colunas e criar uma nova folha de Excell com os comandos MySql e com a estrutura da tabela dos artigos do Joomla. Tudo isto foi um processo feito manualmente e que após da importação, deu ainda mais trabalho, pois tivemos que definir as secções e categorias dos artigos, um a um.

Apesar de ambos terem o código aberto, ainda ninguém foi capaz de desenvolver uma aplicação que importa-se tudo automaticamente de um WordPress para o Joomla, mas nós, com uns testes e umas brincadeiras, lá conseguimos em menos de um dia, converter todos os artigos para Joomla.

Feita a conversão, foi necessário adaptar o Joomla a plataforma de blogging. Tivemos portanto que pagar uma licença de um componente para comentários, pois o Joomla não traz por defeito nenhuma.

Além disso, foi necessário um novo componente para criação de RSS feeds, pois as rss feeds que o Joomla criava eram simplesmente pobres, pois apenas mostrava parte do conteúdo.

Colocamos os artigos ordenados por data na FrontPage e assim ficou a nossa plataforma de blogging em Joomla, no entanto sem algumas necessidades como uma ferramenta para pingar os serviços web, quando criados novas entradas.

O Blogging é um hobbie e portanto deve ser fácil criar posts e comentários, no entanto não era isso que o Joomla fazia. O editor do Joomla, não era compatível com o Firefox 3 por exemplo, o que fazia com que aqueles que não estivessem tão habituados a mexer em HTML, tivessem algumas dificuldades a escrever.

Para além disso, quando necessitávamos de alterar algo no template, tornava-se uma tarefa um pouco complicada.

Finalmente, um ano após trabalhar em Joomla, consegui converter os posts do Joomla para WordPress e os comentários do Jomcomment para a tabela dos comentários do WP e aqui estamos nós, felizes da vida, com a melhor plataforma de Blogging.

Por isso, se estão a pensar em criar um blog, ou um site, ponham o Joomla de parte, pois não é uma opção muito agradável.

[actualizado] Nokia 6630 em GNU/Linux

Uma das minhas grandes dores de cabeça desde que utilizo GNU/Linux era não conseguir comunicar, por USB, com o meu Nokia 6630 a partir do sistema operativo. Durante algum tempo, fiz umas pesquisas e a pouca informação que encontrava requeria muitas hacks e não garantiam um funcionamento correcto. Para mal dos meus pecados, nunca nenhuma funcionou.

Entretanto, desisti disto e passei a usar o computador do meu pai, onde o Windows está instalado juntamente com a Caixa Mágica 12. Só por causa deste meu problema é que o computador do meu pai se manteve com Windows.

Hoje, já sem pensar neste assunto, vi uma entrada no meu leitor de feeds, o Liferea, com o título «Nokia 6630 Using USB Cable On Debian». Um sorriso de orelha a orelha esboçou-se imediatamente na minha cara. Abri o artigo, segui as instruções e agora consigo aceder ao meu Nokia 6630 sem problemas, seja à memória interna ou ao cartão de memória, e tenho uma entrada no fstab que faz mount ao telemóvel sempre que ligo o computador.

Apesar do artigo se focar apenas no Debian, o procedimento funciona na perfeição em distribuições derivadas desta e também deverá funcionar sem problemas noutras distribuições do sistema GNU/Linux.

Agora, só me falta encontrar uma implementação livre dos formatos amr e awb, para poder converter alguns sons em mp3 e ogg para os formatos anteriores, os únicos que o meu telemóvel suporta.

Atenção: se utilizarem Ubuntu e derivados, terão que correr os comandos do tutorial com sudo.

Actualização: no tutorial, o autor tem um pequeno erro. Na altura de adicionar o vosso user ao grupo fuse, não usem a opção -G, mas a opção -a. Exemplo: usermod -a fuse bruno. Opcionalmente, poderão utilizar a ferramenta gráfica para gerir utilizadores.

Matroska no DivX 7

Matroska

O DivX 7 poderá vir a suportar o formato Matroska.

Matroska é um formato de ficheiros multimédia opensource, licenciado sob a licença GNU GPL, lançado a 1 de Maio de 2003 que tem como objectivo chegar a todas as plataformas de reprodução de multimédia.

Uma das grandes vantagens do Matroska é permitir incorporar vários codecs, desde os livres aos proprietários.

Por isso, em breve será possível reproduzir ficheiros mkv ou mka no DivX.

Android será 100% Open Source

Logo do android

Segundo diz o Google, ao contrário do que se tem dito, a plataforma Android, bem como todos os seus componentes e bibliotecas necessárias para fazer o port da plataforma para novos dispositivos, serão totalmente opensource para uso comum.

A licença usada será a ASL v2, ou seja, Apache Software License v2, usada também em projectos como o servidor HTTP Apache, o Tomcat e muitos outros grandes projectos opensource, existindo apenas duas excepções como é o exemplo do software que já está actualmente coberto por licenças, como é o caso do kernel Linux que usa a GPL ( Gnu Public License ) e ainda no que toca ao software Eclipe, que será licenciado pela licença Eclipse Public License (EPL).

O que poderá não ser open-source, serão as aplicações 3rd party criadas por desenvolvedores, que poderão ao abrigo da licença ASL v2, escolher qual será o licenciamento a proteger o seu software. Ou seja, o desenvolvedor poderá escolher se deseja ou não partilhar o código.

[Rede WebTuga] Top Semanal 12/05/08 – 18/05/08

Top posts

Olá a todos, hoje é Domingo e por isso mesmo vou deixar aqui a lista dos posts mais interessantes desta semana.

Esta semana contámos com o relançamento do TugaSport, o nosso blog de desporto e ainda com a abertura da secção Electrónica no nosso fórum.

Tem sido também uma semana de reorganização de toda a equipa do WebTuga, que está a preparar novidades para breve, fiquem atentos. Deixo-vos com os nossos melhores posts da semana.

Até já…

CMS sem base de dados

CMS Sem base de dados

Hoje em dia, qualquer plano de alojamento de qualquer empresa de hosting tem suporte a pelo menos uma base de dados.

No entanto, para aqueles servidores que não têm suporte ou aqueles que atingiram o limite máximo da base de dados no seu plano de alojamento, existe uma solução para esse problema: usar um CMS que não use uma base de dados, mas sim um ficheiro de texto para guardar a informação.

Desta forma, os ficheiros de texto vão realizar a mesma tarefa que uma base de dados, não havendo a necessidade de haver outro módulo a correr no servidor para a base de dados, tal como no caso do MySql.

Em baixo, deixo algumas soluções de sistemas de gestão de conteúdo que não necessitam de base de dados para correrem.

Flatpress

Já aqui tínhamos falado acerca do Flatpress. Um cms opensource para a plataforma de blogging, bastante semelhante ao WordPress, mas que não necessita de base de dados MySql.

Usa o sistema de templates Smarty e tem o suporte para Widgets e Plugins, tal como no WordPress.

Caso queira e após a instalação e o uso intensivo do FlatPress, deseje instalar o WordPress, poderá importar a base de dados usando este script.

Pivot

O Pivot é uma ferramenta gratuita, distribuída sob a GNU Public General License, que lhe permite criar páginas dinâmicas, como pequenos blogs ou jornais online em PHP, sem a necessidade de funções ou base de dados adicionais.

A razão pela qual o Pivot usa ficheiros de texto e não uma base de dados para guardar a informação, é fazer com que o sistema possa correr numa quantidade maior de servidores possível.

Cute News

Cute News é um poderoso sistema de gestão de notícias que permite facilmente adicionar notícias, comentários, efectuar pesquisas e envio de ficheiros, tudo sem a necessidade de usar MySql.

Para além de um excelente editor WYSIWYG, apresenta ainda um sistema de templates bastante fácil de usar.

simplePHPblog

simplePHPblog é a mais simples ferramenta de criação de blogs que pode existir.

Com este cms poderá em poucos segundos ter o seu blog com as funções básicas e sem a necessidade de uma base de dados.

CMSimple

Um cms dividido em duas versões, uma comercial e outra sob as licenças GPL e AGPL 3. Visite o site do CMSimple OpenSource.

E pronto, penso que podemos ficar por aqui. Caso seja programador e tenha criado algum CMS, leia acerca do txtsql e faça uma versão do seu gestor que não necessite de base de dados.

The Hague Declaration – defende os teus direitos no “mundo virtual”

Todos vocês partem do principio que, ao viverem numa país democrático, não vão ser discriminados por esse Estado devido às vossas crenças, opiniões ou religião – ou falta dela. Vocês, e eu também, crescemos a acreditar nisto e a respeitar estes valores, estes direitos essenciais.

Quando se está no “mundo virtual”, esses direitos primários mantêm-se. Por isso são necessários formatos padrão livres, para que a informação possa ser acedida por todos, independentemente do software que utiliza, e transportada sem qualquer problema.

Se os formatos não forem abertos e livres, então estamos sujeitos ao controlo de uma entidade que pode muito bem ser um governo autoritário ou uma empresa sem escrúpulos que apenas vê dinheiro à frente e não se preocupa com as pessoas. Vejam o caso da Microsoft, que quase dá as licenças do Windows XP aos fabricantes de computadores económicos, desde que eles limitem ao máximo o hardware destes computadores: só aqui se vê que eles estão apenas preocupados com as vendas do Vista e com a ameaça do GNU/Linux, e não com o facto das pessoas mais desfavorecidas poderem ter acesso a um computador com especificações decentes e software que respeita a liberdade delas.

Por estes e outros motivos, é urgente a utilização de formatos realmente abertos e livres como o ODF – e não como o OOXML. Se não exigirmos a utilização destes formatos, perdemos o livre acesso à informação e permitimos que ela seja filtrada, censurada, ocultada. Assina a Declaração de Hague e defende os teus direitos no "mundo virtual".

via Paula Simões