Compilar o IceCat com suporte para um idioma à sua escolha

De há pelo menos um mês para cá que o IceCat é o meu browser de eleição. Este browser é baseado no Firefox e tem algumas adições, como uma funcionalidade que permite bloquear, individualmente, cada cookie de um determinado website.

Aproveitando o post do cenourinha sobre a sua experiência com a última versão estável do Ubuntu, deixo este pequeno tutorial.

O browser é mantido apenas para o sistema GNU/Linux, mas deverá ser possível compilá-lo em Windows, Mac OS X e outras plataformas sem grandes problemas, já que o código-fonte deste se mantém alinhado com a última versão do Firefox – e, como sabem, o Firefox está disponível para diferentes sistemas. Para além disso, está apenas disponível em inglês. Para que possam o Icecat em português – ou qualquer outra, se assim o entenderem -, vou explicar como compilar o browser, num sistema GNU/Linux, já com o idioma em português.

Primeiro que tudo, tenho que dizer que eu uso o gNewSense, por isso este tutorial reflecte os passos nesse sistema. Como o gNewSense é baseado no Ubuntu, deverá ser possível reproduzir este pequeno tutorial na integra na distribuição mantida pela Canonical, assim como no Debian e distribuições baseadas nesta. Nas outras, os passos deverão ser semelhantes. Também, este tutorial não é para quem agora começou a usar o sistema GNU/Linux, mas para quem já tem um conhecimento ligeiro do sistema e da linha de comandos.

Agora que a introdução chata está feita, vamos pôr as mãos na massa. O primeiro passo é a instalação das dependências do IceCat. Abram um terminal e digitem o seguinte comando:
sudo apt-get install libx11-dev ftgl-dev libotf-dev libxft-dev libpango1.0-dev doxygen autoconf libgtk2.0-dev libnm-glib-dev libidl-dev libxt-dev libpng12-dev libxp-dev

Depois de instaladas as dependências, temos que descarregar o código-fonte, descompactar o arquivo e movê-lo para /usr/src (como tenho o código-fonte de todas as aplicações nesta localização, vou obrigar-vos a seguir este meu hábito):
wget ftp://ftp.gnu.org/gnu/gnuzilla/3.0.1-g1/icecat-3.0.1-g1.tar.bz2
sudo tar xvf -C /usr/src icecat-3.0.1-g1.tar.bz2

Agora, vamos até à pasta /usr/src e vamos preparar tudo para descarregar os ficheiros de idioma necessários:
cd /usr/src
sudo cvs -z3 -d:pserver:anonymous@cvs-mirror.mozilla.org:/cvsroot co mozilla/client.mk
sudo cvs -z3 -d:pserver:anonymous@cvs-mirror.mozilla.org:/cvsroot co mozilla/tools/l10n

Precisamos dos ficheiros para o idioma português europeu (pt-PT). Para isso, primeiro temos que entrar na pasta mozilla, criada pelo passo anterior, e depois correr um comando. Como não saímos de /usr/src:
cd mozilla
sudo make -f client.mk l10n-checkout MOZ_CO_PROJECT=browser MOZ_CO_LOCALES=pt-PT

Depois de executado o comando anterior, ficamos com o código-fonte do Firefox na pasta mozilla e os ficheiros de idioma que queremos na pasta l10n, localizada em /usr/src. O facto da pasta l10n ficar em /usr/src e não em /usr/src/mozilla poupa-nos o trabalho de a mover.

Como já temos o código-fonte do IceCat no local correcto (fizemos isso num dos primeiros passos), temos que preparar a tradução para ser usada pelo IceCat. Isso passa por criar duas pastas, copiar dois ficheiros para elas e editá-los. Primeiro, vamos entrar na pasta browser, que está dentro da pasta do idioma, que por sua vez está dentro da pasta l10n.
cd /usr/src/l10n/pt-PT/browser

Agora, criamos as duas pastas que precisamos:
sudo mkdir -p branding/unofficial

Copiamos os dois ficheiros de que necessitamos:
sudo cp ../../chrome/branding/brand.*

E agora editamos os ficheiros brand.dtd e brand.properties. Vejam os meus para saberem como eles devem ficar.

Para além de editar os ficheiros que movemos para as pastas que criámos, eu fiz outras alterações. Para saberem quais, vejam o diff que criei.

Agora que a tradução está pronta, vamos até à pasta do IceCat e compilamos este browser com o Português Europeu (pt-PT):
cd /usr/src/icecat-3.0.1-g1
sudo ./configure –enable-ui-locale=pt-PT; sudo make

Agora, o IceCat está compilado em português, mas não instalado globalmente. Para o instalarem no sistema, teriam que usar o comando sudo make install. Se quiserem, podem fazê-lo, mas eu aconselho antes a criação de um arquivo com os binários, tal como a Mozilla distribui o browser no seu site. Para o fazer basta, no final do sudo make:
sudo make -C browser/installer/

O comando sudo make -C browser/installer/ vai criar-vos um arquivo bzip2 em dist/ chamado icecat-3.0.1-g1.pt-PT.linux-i686.tar.bz2. Podem copiá-lo para onde quiserem e usar o IceCat como se usassem o Firefox descarregado do site da Mozilla.

Se quiserem criar uma extensão para adicionar um idioma ao IceCat, vão precisar de executar todos os passos até à compilação do browser. Aí, não se passa a flag para o idioma (se já tinham compilado antes o IceCat, podem saltar este passo). Em vez disso, executam-se os seguintes comandos:
sudo ./configure
sudo make;

Assim que acabar, vão até browser/locales:
cd browser/locales

E executem o seguinte comando, que criará uma extensão xpi em dist/install (/usr/src/icecat-3.0.1-g1/dist/install):
sudo make langpack-pt-PT

Essa extensão poderá ser instalada no IceCat e Firefox – e, muito provavelmente, em qualquer browser baseado no Firefox – que esteja noutro idioma que não o Português Europeu. Por uma razão que desconheço, o nome da extensão fica firefox-3.0.1-g1.pt-PT.langpack.xpi. Talvez se deva a um makefile, mas não tenho a certeza.

Volto a repetir que este tutorial requere alguns conhecimentos mínimos do sistema GNU/Linux. Se não os tiverem, podem descarregar o IceCat pronto a usar do seu site oficial. Se usarem Debian, Ubuntu ou uma distribuição baseada numa delas, também podem instalar um pacote deb.

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Gere as tuas pausas quando estás no computador com o Workaholic

workaholicO problema de trabalhar em ou com computadores é passarmos muitas horas em frente a eles, sem que nos apercebamos disso. Depois, acabamos com a vista cansada e com algumas lesões musculares. Por isso convém fazer umas pausas de vez em quando.

Mas isto levanta outro problema: saber quando é altura de fazer uma pausa. A maioria das pessoas estão tão concentradas (ou até mesmo vidradas), nem que seja nos chats e jogos, que se esquecem completamente disso.

Para lembrar os utilizadores das pausas, existe uma pequena aplicação para GNU/Linux chamada Workaholic. O utilizador configura o intervalo de tempo entre cada notificação e a duração de cada pausa, e o Workaholic trata do resto. Se for necessário, uma pausa pode ser adiada durante 5 ou 10 minutos.

Um pacote para Debian e seus derivados está disponível para download. Os utilizadores das outras distribuições de GNU/Linux terão que descarregar e compilar a aplicação ou procurá-la nos repositórios.

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Gnome Do 0.4.0 disponível

David Siegel anunciou o lançamento da mais recente versão do Gnome Do, Gnome Do 0.4. Esta versão introduz algumas funcionalidades interessantes, que passarei a enumerar.

A maior novidade do Gnome Do é esta aplicação poder ser utilizada em ecrãs pequenos, como o monitor do Asus Eee PC, sem ocupar boa parte da imagem.

gnome do

Outra novidade é a introdução de um novo interface, semelhante ao do KDE 4. Para ver o Gnome Do com esse interface, basta executar a aplicação com o parâmetro –glassframe.

Para facilitar o acesso à pasta de plugins, foi adicionado um menu ao Gnome Do que permite abrir esta pasta automaticamente, o que facilita a vida ao utilizador na hora de gerir os plugins.

Mais novidades são a adicção de novos plugins, como o plugin para o Twitter ou o plugin para o Google Reader, e o funcionamento das teclas de atalho mesmo sem a presença do Tomboy no sistema.

Os utilizadores que desejarem instalar a nova versão do Gnome Do, podem descarregar e compilar a aplicação.

A imagem, disponibilizada sob a licença Creative Commons 2.0 by-sa, é da autoria do próprio autor da aplicação.

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Como instalar o KDE 4 no Fedora 8

No Fedora 8, o KDE 3.5.x ainda é a versão do K Desktop Environment utilizada. A versão 4 será apenas incluída no Fedora 9.

Se não querem aguardar até ao lançamento da próxima versão do Fedora, o blog lokuhetty.blogspot.com tem um tutorial que explica como compilar e configurar o KDE 4.0.2 no Fedora 8.

Este tutorial é feito com recurso exclusivo à linha de comandos. Mas está bem explicado, por isso não deverão ter grandes dificuldades.

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Full Circle Magazine, décima edição

A décima edição da revista Full Circle está disponível para download. Neste número, podem ver um tutorial de instalação do Linux Mint, aprender a compilar o TuxPaint e a ripar um DVD, ler a segunda parte do tutorial sobre a instalação de um servidor e ficar a conhecer a análise feita ao Asus EEE PC a correr o Xubuntu.

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Aumenta a performance do GNU/Linux com o preload

Um sistema GNU/Linux – e também os *BSD – pode ser optimizado para a máxima performance num computador. Para isso, o utilizador tem que recompilar todo o sistema para a arquitectura que usa e recompilar o kernel só com o que necessita. Ainda se podem fazer mais umas quantas coisas, mas isso não vem ao caso.

Uma distribuição conhecida que faz a primeira parte – compilar o sistema optimizado para a arquitectura onde está instalado – é o Gentoo. Mas compilar todo o sistema é, digamos, um processo moroso como o caraças.

Podem obter à mesma um melhor desempenho com a vossa distribuição sem compilar seja lá o que for. Precisam apenas de instalar o preload, uma aplicação que cria cache das aplicações mais utilizadas, poupando algum trabalho ao processador, o que se traduz num aumento de performance.

No Debian e respectivos clones (Ubuntu, Sidux, etc, etc, etc), basta um simples apt-get install preload para instalar este programa.

Depois de instalada, esta aplicação tem que ser configurada. Infelizmente, têm que editar um ficheiro de texto (/etc/preload.conf); mas o processo não parece ser nada de muito complicado. Se necessitarem de um guia, descarreguem o PDF escrito por Behdad Esfahbod, o criador desta aplicação.

Depois de instalada, configurada e executada, esta aplicação pode melhorar a performance de algumas aplicações até 50%. Juntem a isto um gestor de janelas leve, como o OpenBox, e têm um computador que parece o Forest Gump a correr.

via Techthrob.com

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PyRoom, um editor de texto para escrita concentrada

Para escrever, eu gosto de ter um editor de texto simples, não intrusivo e leve. O Gedit costuma ser mais que suficiente, mas, como a maioria das aplicações, não permite focar a atenção do utilizador apenas nela, mesmo que esteja maximizada – existem demasiados botões e outros widgets quase que a pedir atenção. Por outro lado, tem um verificador ortográfico, uma ferramenta de enorme (e metam enorme nisto) utilidade.

Eu não tenciono deixar de utilizar o Gedit, ou o Leafpad ou mesmo o Scribes – outros dois excelentes editores de texto -, mas para textos mais longos ou que obriguem a uma maior concentração, vou passar a utilizar o PyRoom.

Este editor de texto é escrito em Python – o nome, como o algodão, não engana -, é ultra leve, é executado em ecrã inteiro (fullscreen), permite alterar o tamanho da letra, mudar as cores da aplicação, utilizar o rato para seleccionar texto e, claro, guardar os documentos. Na janela do programa apenas aparece a zona de inserção do texto. Simples e ideal para quem se quer concentrar apenas em bater texto.

Pena é não ter um corrector ortográfico e não permitir a alteração do tipo de letra – pelo menos não ter essa opção na aplicação.

Para instalarem esta aplicação, primeiro têm que instalar o bazaar (apt-get install bzr ou então visitando o site oficial para descarregarem e compilarem o código-fonte) e depois executar o seguinte comando na pasta onde querem descarregar a aplicação: bzr branch http://bazaar.launchpad.net/~brunobord/pyroom/trunk pyroom

Não estou a pensar escrever um romance, policial ou poesia, mas parece-me que vou passar a utilizar mais vezes este editor de texto para escrever as minhas divagações. Quem sabe se, daqui a uns tempos, não as publico e ganho uma fortuna.

PyRoom, via Genbeta.com

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KDE 4.0

KDE 4.0

A versão final do KDE 4.0 já está disponível para download. Os mais intrépidos podem descarregar e compilar o código-fonte; os utilizadores que estão menos à vontade nessas lides terão que esperar pela chegada deste gestor de desktop aos repositórios das suas distribuições.

Download
Como compilar o KDE

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Instalar o Amarok em Windows

Caros utilizadores de Windows, vocês já podem por o Windows Media Player de lado porque, finalmente, o Amarok – o leitor áudio do KDE – já pode ser executado em Windows.

Infelizmente, correr o Amarok em Windows não é a coisa mais fácil deste mundo; terão que compilar o programa com o gcc ou Visual Studio e, se a compilação der problemas, fazer algum debugging e meter as mãos no código.

Correr esta aplicação em Windows vai dar algum trabalho e talvez algumas dores de cabeça, por isso, se não estão muito à vontade para o fazer, é melhor ficarem-se pelo Windows Media Player, Winamp ou iTunes.

{Instalar o Amarok em Windows, via Wired.com}

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Optimizar imagens PNGs com OptiPNG

O formato de imagem PNG é semelhante ao JPEG, mas também suporta transparências. É porreiro para a web, mas quando uma imagem tem muitas cores, o tamanho do ficheiro pode ser um pouco grande, mesmo com a compressão da imagem no valor máximo permitido pela aplicação onde criamos o ficheiro.

Para evitar isso, existe o OptiPNG, uma pequena aplicação que comprime novamente a imagem, por forma a ela ocupe menos bits. Para além da optimização, também converte os formatos BMP, GIF, PNM e TIFF em PNGs optimizados.

Esta aplicação é livre, ou seja, têm acesso ao código fonte dela. Mas não se preocupem porque não é necessário compilar, há um binário executável para Windows disponível.