Ciberataque ao FMI

Segundo uma notícia do New York Times, o FMI (Fundo Monetário Internacional) foi alvo de um ataque informático avançado e de  dimensões ainda desconhecidas. Acerca disto surgem algumas informações de um especialista de segurança que o objectivo do ataque seria colocar uma escuta digital para tirar informações sobre os movimentos internos da Instituição.

O Tom Kellerman, especialista em segurança, afirmou que se o ataque fosse concluído com sucesso, poderia comprometer muita informação económica, tal como informações sobre os resgates a Portugal, a Grécia e a Irlanda e ainda informações sobre países que estão a passar dificuldades e que no futuro o mais provável é pedirem ajuda externa.

O porta-voz do FMI, O David Hawlay, afirmou que o acto está a ser investigado, e que o fundo está completamente funcional.

Video: http://www.youtube.com/watch?v=J1vy_sRp4AQ

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O fenómento “e-escolinhas”

e-escolas

Para quem ainda não ouviu falar ou ainda não leu, o “e-escolinhas” é (mais) um programa do governo do Sr. José Sócrates que visa a distribuição de computadores “Magalhães” a um preço máximo de 50€ por alunos do 1º ciclo do ensino básico. Para quem não está muito habituado a estes termos, o 1º ciclo do ensino básico corresponde à antiga escola primária (que compreende alunos dos 6 aos 9 anos).

Olhando para o intervalo de idades e para o nível de escolaridade definido para o programa “e-escolinhas” eis que me surge uma questão: Será que alunos que ainda não sabem ler ou escrever, ou alunos que não têm adquiridas as bases de escolaridade essenciais / primárias, necessitam de um computador (mesmo que de um computador de baixo custo se trate)?

Pois bem, o governo de José Sócrates pensa que sim e vai distribuir computadores a um valor máximo de 50€ a crianças de 6 anos que ainda não sabem ler nem escrever. Vai distribuir computadores destes a um preço máximo de 50€ a crianças com 7 anos que aprenderam a ler (com dificuldade), a escrever (com dificuldade) e a fazer contas de somar e de subtrair (mas que não sabem verificar se as mesmas estão bem feitas ou não usando a prova real, ou a operação inversa). E por aí fora até aos 9 anos.

Que necessidade têm estas crianças de um computador? Será que lhe vão dar o devido uso? Não deveria ser aposta do governo adequar os programas educativos deste nível de escolaridade, tornar estas crianças mais capazes quando terminam a escola primária? Não há, neste momento, investimentos mais importantes para se fazerem a nível nacional? Lanço aqui algumas questões que julgo serem pertinentes e aguardo as vossas respostas bem como outras questões que considerem também relevantes.

É com enorme prazer que aceitei este desafio do cenourinha que me convidou a escrever este artigo no seu blog, o WebTuga! Obrigado.

lfspaulo
Autor: lfspaulo
Blog Pessoal: Há cenas lixadas!
Sobre: Luís Paulo é um leitor e comentador assíduo do WebTuga e o primeiro a aceitar escrever um guest-post no WebTuga. Esperemos que este seja o primeiro de muitos guest-posts.
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Microsoft Suportará ODF com o SP2 do Office 2007

Office 2007 Save Dialog Box

A Microsoft anunciou hoje que com o Service Pack 2 do Office 2007 a sua suite de Office suportará a leitura e escrita de ficheiros no formato ODF 1.1, formato que é usado pelo OpenOffice.org e é um standart ISO.

Além do ODF, este SP2 permitirá gravar, sem qualquer plugin, em XPS (XML Paper Specification) e PDF (Portable Document Format).

Além dos novos formatos, o Office 2007 permitirá definir como default o ODF para gravação de ficheiros, ao invés do OOXML.

Apesar do anúncio hoje efectuado, a Microsoft continuará a dar suporte ao projecto alojado no SourceForge.net que “traduz” de OOXML para ODF.

Com o crescimento do mercado chinês, a Microsoft também quer suportar o UOF (Uniform Office Format), formato utilizado pelo governo chinês.

No entanto, este SP2 apenas deverá surgir no início de 2009. Se não quer esperar, porque não usar o OpenOffice.org?

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Microsoft Suportará ODF com o SP2 do Office 2007

Office 2007 Save Dialog Box

A Microsoft anunciou hoje que com o Service Pack 2 do Office 2007 a sua suite de Office suportará a leitura e escrita de ficheiros no formato ODF 1.1, formato que é usado pelo OpenOffice.org e é um standart ISO.

Além do ODF, este SP2 permitirá gravar, sem qualquer plugin, em XPS (XML Paper Specification) e PDF (Portable Document Format).

Além dos novos formatos, o Office 2007 permitirá definir como default o ODF para gravação de ficheiros, ao invés do OOXML.

Apesar do anúncio hoje efectuado, a Microsoft continuará a dar suporte ao projecto alojado no SourceForge.net que “traduz” de OOXML para ODF.

Com o crescimento do mercado chinês, a Microsoft também quer suportar o UOF (Uniform Office Format), formato utilizado pelo governo chinês.

No entanto, este SP2 apenas deverá surgir no início de 2009. Se não quer esperar, porque não usar o OpenOffice.org?

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Associação Ensino Livre publicou manifesto sobre formatos padrão abertos no sistema de ensino

Os formatos padrão abertos são a pedra basilar das comunicações digitais. Sem eles, ficamos sujeitos a formatos fechados, o que faz com que uma empresa ou governo autoritário passem a censurar toda a informação que nos chega. E também permite que nos fechem.
Para evitar isso, devemos usar formatos abertos em todo o lado, até no ensino. Por isso a Associação Ensino Livre publicou recentemente um conjunto de orientações sobre a utilização de formatos padrão abertos, para que escolas, professores e alunos possam escrever, divulgar e trocar informação sem estarem sujeitos a amarras que não se vêm mas se sentem a apertar os pulsos.

PRESS RELEASE: Manifesto sobre standards abertos no sistema de ensino

A utilização de standards tem-se revelado de extrema importância numa sociedade de inovação e conhecimento. No sector das tecnologias de informação são particularmente cruciais. Ao estabelecerem uma linguagem comum entre diferentes intervenientes, empresas e outras entidades podem desenvolver equipamento e programas de computador que comunicam entre si sem obstáculos, eliminando directamente barreiras aos utilizadores finais. O conhecimento pode assim fluir e escoar livremente entre todos os cidadãos. Um dos grandes exemplos é o êxito da Internet, que só foi possível devido à existência desta liberdade na transmissão de informação.

Existem contudo áreas em que a neutralidade tecnológica ainda não está suficientemente desenvolvida. Por exemplo, ao produzir um documento no processador de texto do seu computador, e ao tentar partilhá-lo com um amigo, já se deparou com a situação de que o amigo não conseguiu abrir o documento, ou que o documento lhe apareceu completamente desformatado? Esta situação poderá ser especialmente grave em instituições públicas, nomeadamente instituições de ensino. Imagine um professor que solicita um trabalho de casa a um aluno, que o professor depois não consegue abrir para avaliar correctamente. Ou então imagine um aluno que recebeu um trabalho de casa que depois não consegue abrir correctamente no seu computador pessoal. Outras situações ainda mais sérias existirão, tais como o armazenamento de informação vital em formatos binários, que se pode tornar inacessível com o passar dos anos, ou ainda a impossibilidade de alguns elementos da comunidade educativa acederem a informação legalmente sem dispenderem largas centenas de euros.

A Associação Ensino Livre publica o "Manifesto sobre standards abertos no sistema de ensino" com os seguintes objectivos gerais:

– potenciar a neutralidade tecnológica nas instituições de ensino, de forma a que a utilização de recursos electrónicos não esteja dependente das plataformas e ferramentas dos utilizadores;
– garantir o máximo de justiça e igualdade na utilização dos recursos electrónicos;
– garantir o acesso, agora e no futuro, a informação produzida no decurso das actividades institucionais;
– fomentar a literacia tecnológica;
– reduzir o desperdício de recursos no sector das tecnologias de informação;
– tornar a tecnologia mais acessível;

Um Guia de Aplicação do "Manifesto sobre Standards Abertos no Sistema de Ensino" será publicado em breve.

Sensibilizem os vossos alunos, professores, familiares e amigos para a importância da utilização dos formatos livres. Sem eles, o "mundo virtual" não é um mundo democrático, mas um local ditatorial e autoritário. Defendam a vossa liberdade.

Download do manifesto, em PDF

via blog.softwarelivre.sapo.pt

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The Hague Declaration – defende os teus direitos no “mundo virtual”

Todos vocês partem do principio que, ao viverem numa país democrático, não vão ser discriminados por esse Estado devido às vossas crenças, opiniões ou religião – ou falta dela. Vocês, e eu também, crescemos a acreditar nisto e a respeitar estes valores, estes direitos essenciais.

Quando se está no “mundo virtual”, esses direitos primários mantêm-se. Por isso são necessários formatos padrão livres, para que a informação possa ser acedida por todos, independentemente do software que utiliza, e transportada sem qualquer problema.

Se os formatos não forem abertos e livres, então estamos sujeitos ao controlo de uma entidade que pode muito bem ser um governo autoritário ou uma empresa sem escrúpulos que apenas vê dinheiro à frente e não se preocupa com as pessoas. Vejam o caso da Microsoft, que quase dá as licenças do Windows XP aos fabricantes de computadores económicos, desde que eles limitem ao máximo o hardware destes computadores: só aqui se vê que eles estão apenas preocupados com as vendas do Vista e com a ameaça do GNU/Linux, e não com o facto das pessoas mais desfavorecidas poderem ter acesso a um computador com especificações decentes e software que respeita a liberdade delas.

Por estes e outros motivos, é urgente a utilização de formatos realmente abertos e livres como o ODF – e não como o OOXML. Se não exigirmos a utilização destes formatos, perdemos o livre acesso à informação e permitimos que ela seja filtrada, censurada, ocultada. Assina a Declaração de Hague e defende os teus direitos no "mundo virtual".

via Paula Simões

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Cubanos já podem comprar gadgets

Com o cada vez maior distanciamento de Fidel do actual governo cubano, algumas coisas começam lentamente a mudar. Uma delas é o levantamento da proibição da venda de jogos de computador, leitores de DVDs e outros gadgets.

Os cubanos já podem adquirir televisões de 19 polegadas, computadores, consolas, micro-ondas e todo um vasto leque de coisas que nós já nos habituámos a ter.

via ciberia.aeiou.pt

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Fundadores do Ubuntu e Wikipédia promovem conhecimento livre

Os fundadores do Ubuntu e da Wikipédia publicaram uma declaração onde pedem aos governos e editoras a disponibilização gratuita de materiais educativos na internet.

Mark Shuttleworth e Jimmy Wales pretendem fortalecer o conhecimento livre, a que todos podem aceder gratuitamente e participar numa forma semelhante à que acontece no software livre, tornando assim o acesso ao conhecimento mais acessível e eficaz.

Para além de material educativo, esta iniciativa visa a utilização e disponibilização de software livre e de formatos abertos.

Esta iniciativa foi apresentada na Cidade do Cabo e já conta com vários participantes de vários pontos do globo.

Cape Town Open Education Declaration, via iGov

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Privacidade online dos europeus mais salvaguardada

Os defensores da privacidade e os cidadãos europeus tiveram uma vitória com a recente decisão do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias no caso que opunha a Promusicae (Associação de Editores e Produtores de Música) contra a Telefónica de España (o maior ISP de Espanha).

A Promusicae, possivelmente como forma (ridícula) de combater os downloads ilegais de música, queria que a Telefónica de España divulga-se a identidade dos utilizadores que partilham músicas no KaZaA. O ISP não acedeu e a associação levantou um processo judicial em terras de Nuestros Hermanos.

A justiça espanhola requereu a arbitragem do Tribunal de Justiça das Comunidades Europeias, que decidiu que as identidades dos utilizadores só devem ser reveladas nos processos criminais e não em processos civis. Mas deixou em aberto a possibilidade de um governo europeu poder permitir a revelação dos dados em processos civis.

Em jeito de off-topic:
Enquanto escrevia este texto, recebi um alerta por email do site destakes.com que me remeteu para um artigo publicado no ciberia.aeiou.pt sobre este assunto, com o seguinte título: «Mais difícil identificar "piratas" da web». Eu pergunto: mas que raio de título é este? Porque não um título como "Privacidade online dos europeus está mais protegida"? Até porque é isso que está em causa, não é meus senhores?
Talvez seja altura dos media deixarem de ligar à contra-informação destes lobbies.

via ArsTechnica

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Na guerra contra os downloads ilegais, a privacidade não interessa para nada

O combate aos downloads ilegais não para e as medidas para os travar são quase sempre tão estúpidas que nem dão vontade de rir. Um exemplo destas medidas vem de França.

No próximo verão, o governo francês, encabeçado pelo actual namorado de Carla Bruni, planeia aprovar um diploma que irá permitir aos ISPs cortar o acesso à Internet aos utilizadores que descarregarem ficheiros de redes P2P.

Em declarações ao Financial Times, o secretário geral do Autorité de Régulation des Mesures Techniques (Autoridade de Regulamentação de Medidas Técnicas) diz que esta é apenas uma medida transaccional para que a industria musical tenha tempo de se adaptar aos novos tempos.

Não é por nada, mas a indústria musical já teve, pelo menos, 5 anos para se adaptar. Se ainda não o fizeram, foi porque não quiseram. Tudo bem que os governos queiram impulsionar essa mudança, mas permitir que os ISPs espiem os seus cidadãos? Voltámos ao tempo do Hitler? Não tarda nada cada um de nós tem um dossier nos serviços secretos. Mais valia porem um polícia em cada um dos lares de França a monitorizar os cidadãos. E também instalarem vários keyloggers e outros spywares para poderem saber o que os franceses visitam.

Quando a privacidade dos cidadãos não interessa a um governo, algo de muito preocupante se passa.

via Ars Technica