Inovação tecnológica vs. invasão de privacidade

A cada dia que passa novas e melhores tecnologias são desenvolvidas. Quem diria há alguns anos atrás que um equipamento GPS se tornaria um equipamento banal em grande parte dos carros e telemóveis que transportamos diariamente?

Ou que teríamos disponível à distância de uns cliques uma visão de 360 graus sobre a cidade de Lisboa e outras cidades no mundo?

No entanto, os investigadores da Georgia Institute of Technology querem ir mais longe. Esta equipa desenvolveu uma impressionante tecnologia que consegue recolher informação em tempo real e aplicá-la no Google Earth e Microsoft Virtual Earth.

Basicamente, esta tecnologia recorre a vídeos de câmaras de vigilância ou de trânsito e detecta pessoas, veículos e até o movimento das nuvens. A partir daí analisa e calcula o seu comportamento e velocidade de movimento e faz uma projecção 3D do objecto no mapa da Google ou Microsoft mostrando o seu movimento em tempo real. Esta tecnologia também permite identificar as horas do dia e alterar a cor do céu depente disso.

O grande inconveniente desta tecnologia é que está sempre dependente do número de câmaras de vídeo disponíveis no local.

Embora todos os dados obtidos sejam anónimos, não podemos deixar de pensar no seguinte: E se alguém com acesso a esta ferramenta arranja uma maneira de nos seguir e controlar todos os nossos passos? O site Gizmodo relembra, e bem, o caso de Inglaterra, onde existem câmaras de vigilância por todo o lado (CCTV) e onde não seria muito difícil seguir uma pessoa de um sítio para outro.

Certamente que a nível tecnológico é fantástico e inovador no seu sector, mas a nível social poderá trazer problemas diversos. É claro que se forem aplicadas medidas de segurança apertadas em volta desta tecnologia, em princípio ninguém sairá prejudicado.

No entanto esta dúvida permanece, e é neste ponto em que a linha que separa a inovação tecnológica da invasão de privacidade de cada um de nós se torna muito ténue.