Nanotecnologia e a Medicina

Nanotecnologia

O nanómetro não é uma partícula ou um componente da electrónica, mas é apenas uma mera forma de medida. O nome “nanotecnologia” foi criado e definido pela Universidade Científica de Tóquio, no ano de 1974. Entre 1980 e 1990 muitas outras teorias foram elaboradas em cima da definição básica criada por um professor da Universidade de Tóquio. Finalmente, no ano de 2000 a nanotecnologia começou a ser desenvolvida em laboratórios.

Os processadores de computador são, provavelmente, os componentes electrónicos que mais se utilizam da nanotecnologia. Evidentemente, o processador não tem dimensões em manómetros, mas as peças dentro dele são desta escala minúscula. Temos também as placas de vídeo, a NVIDIA como ATI possuem processadores gráficos (os famosos GPUs) elaborados com tecnologia nano. Vale frisar que cada novo modelo que sai, os GPUs ficam mais poderosos e ao mesmo tempo, tendem a utilizar uma tecnologia nano em menor escala. Algumas placas utilizam nanotecnologia de 90nm, já as placas mais modernas utilizam 55nm ou até menos.

Outro uso muito interessante é na conservação dos alimentos. Embalagem anti-microbiana feitas com filmes comestíveis a base de óleo de canela ou de orégão, ou nano partículas de zinco, cálcio ou outros materiais bactericidas; além disso, nano compostos de argila, que bloqueiam o oxigénio, fazem embalagens que dobram a validade de alimentos. Um protótipo desses já foi feito na Unicamp.

Na Medicina já existem várias aplicações na nanotecnologia (nano-medicina). Uma delas é o curativo do cancro, compostos de oxigénio sensíveis à luz estão sendo usados para tratar o câncer de pele, na chamada terapia foto-dinâmica. Ao receberem luz, eles danificam as células cancerígenas ao redor, que acabam formando uma crosta e sendo substituídas por tecidos sadios. Outra aplicação já disponível é a obturação natural. Ela não cai nunca. É um adesivo da 3M que se liga molecularmente ao dente.

Nano-robôs:

Existem dois tipos sendo pesquisados e desenvolvidos: os orgânicos, também denominados bionanorrobôs, e os inorgânicos. Bionanorrobôs serão fabricados a partir de estruturas de DNA e materiais orgânicos inspirados em bactérias e vírus programados. Sua função será identificar bactérias e vírus com acção negativa dentro do corpo e destruí-los. Os inorgânicos serão revestidos com estruturas de diamantes mecanicamente manipuladas e terão aplicações mais amplas e complexas, como realizar cirurgias não-invasivas e enviar medicamentos a células e órgãos específicos.

Em teoria, nano-robôs poderiam ser introduzidos no corpo, seja por via oral ou intra-venosa, e então identificariam e destruiriam células cancerosas ou infectadas por vírus, poderiam regenerar tecidos destruídos e fazer rapidamente uma infinidade de coisas que os medicamentos convencionais (baseados unicamente em química) não conseguem ou demoram para conseguir.

Nanotecnologia

Por exemplo, pode injectar um antibiótico em um paciente por meio de uma seringa para ajudar seu sistema imunológico. O antibiótico dilui enquanto viaja pela corrente sanguínea do paciente, fazendo com que somente uma parte chegue ao ponto de infecção. No entanto, um nano-robô – ou vários nano-robôs – poderia viajar directamente até o ponto de infecção e depositar uma pequena dose de medicação. O paciente possivelmente sofreria menos efeitos colaterais com a medicação.

Estes são alguns exemplos de aplicações dos nano-robôs:

Limpadores de pulmão
Centenas de nano-robôs entrando em uma cavidade bronquial a caminho dos pulmões. Ao chegarem lá acoplam-se à superfície do tecido pulmonar com o objectivo de retirar impurezas do pulmão.

Caçador de micróbios – Um nano-robô que imita uma célula branca flutuando na corrente sanguínea a caminho de um micróbio causador de doenças. O nano-robô irá captura-lo e elimina-lo.
Ataque aos inimigos – Outra versão do nano-robô capturador de micróbios, que utiliza tentáculos retrateis para cercar e capturar o inimigo.
Plaquetas mecânicas – Um nano-robô que auxilia na coagulação do sangue.
Reparadores de vasos – Nano-robôs menores que vírus e bactérias, cuja função é reparar vasos sanguíneos.
Reparadores de vasos – Nano-robôs menores que vírus e bactérias, cuja função é reparar vasos sanguíneos.
Gastronano-robôs – Nano-robôs usados para a detecção de infecções no estômago.

Fonte: Super, Nonomedicina

Alojamento Web

MP3 com 500 Terabytes de espaço

iPod

Hoje em dia já começa a ser normal o uso de discos rígidos com capacidade de 500GB ou 1 Terabyte.

Ainda sou do tempo em que 4GB de espaço era um luxo e muitos dos nossos leitores ainda se devem lembrar dos primeiros computadores com capacidades 1000 vezes menores que estas.

Agora imaginemos ter um MP3 com 500 Terabytes de espaço, ou seja, 500 mil Gigabytes. À primeira vista parece ser um absurdo, mas segundo indica o Digital Trends, os cientistas da Universidade de Glasgow criaram uma nanotecnologia que poderá aumentar a capacidade de espaço em 150.000 vezes mais.

Para além disso, os cientistas dizem poder levar esta capacidade até 4 Petabytes.

Com estas novidades, começo a acreditar no Woz que afirma que o iPod está para “morrer”.