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Entrevista a Nuno Pinheiro, um dos responsáveis pelo interface do KDE 4

banner do KDE 4

Depois da entrevista aos responsáveis da Caixa Mágica, o Webtuga tem o prazer de apresentar a entrevista ao Nuno Pinheiro, uma das masterminds por detrás do KDE 4.

O KDE 4, recorde-se, é a nova versão do gestor de desktop KDE. Consigo trás muitas novidades, entre as quais uma nova framework multimédia e um interface brutal!

Passemos à entrevista.

Bruno: Eu segui com alguma atenção o desenvolvimento do KDE 4. Durante esse desenvolvimento, a data de lançamento da versão oficial sofreu alguns atrasos. Como lidou o projecto com eles?

Nuno: Com naturalidade, quando mudamos para este novo kde já havia uma ideia bastante clara do que pretendamos fazer, portanto enquanto a base dessas coisas não estivessem prontas não poderíamos fazer uma release.
Com este kde 4.0 as tecnologias base estão lá o que quer dizer que todo mar de aplicações KDE mas que não fazem parte do kde podem começar a fazer uso delas, sejam elas o phonon, strigi, solid, decibel ou o plasma.

Bruno: A versão 4.0 do KDE é um marco importante neste projecto, já que foram feitas várias alterações de fundo. Por essa internet fora tenho lido vários comentários que dizem que o KDE 4.0 não está pronto para produção. Qual é a tua opinião sobre isso?

Nuno: Não está claramente, dá para usar, mas não é um substituto para o 3.5 por exemplo.
Como disse na resposta anterior, esta release tem como principal objectivo os pilares do kde 4, e esses estão prontos code wise isto é o grosso do trabalho dos pilares esta feito, é a partir destes pilares que tudo o resto se vai construir, e na minha opinião de engenheiro civil são grandes e fantásticos pilares.
Acho incrível o que conseguimos especialmente que dê para usar e funcione minimamente.

Bruno: Recentemente, a Canonical anunciou que não iria suportar o KDE 4.0 na próxima versão Long Term Support do Ubuntu. Qual a tua opinião sobre esta decisão?

Nuno: Concordo acho que faz todo o sentido a Canonical tem a sua forma de funcionar e de acordo como trabalha não é possível eles de forma seria suportar o KDE 4.0.
Mais uma vez o kde tomou um risco muito sério com este 4.0 mas é um risco que acredito que era impossível de não tomar, se queremos realmente ser um desktop com capacidade de fazer frente a todos os outros, tínhamos de ser muito melhores que todos os outros m todos os aspectos. É isso que este kde promete, a capacidade de ser muito melhor que tudo o resto por aí. Não sei se vamos conseguir mas pelo menos devemos tentar.

Bruno: Eu tenho que admitir que acho o novo interface do KDE fabuloso, extraordinário. Como foi desenvolve-lo? Muito difícil, fácil, muitas dores de cabeça, muitos litros de café bebidos, muitos maços fumados?

Nuno: Obrigado.
🙂 Deixei de fumar e cortei no café a bastante tempo.
Como a maior parte das coisas do kde 4 o que se pode ver agora ainda está muito longe do que poderemos ter, sério é para ficar muito muito muito melhor, o que se vê agora aponta o caminho mas ainda tenho de trabalhar imensos aspectos e muito muito polimento das coisas.
O tema de ícones só estabilizou a cerca de dois meses.
O widget theme qt oxygen ainda precisa de muito muito trabalho até ficar perfeito.
Em relação aos plasmoids bem são mesmo muito recentes e pouquíssimo polidos, mas é normal porque o plasma é o pilar do kde que sendo mais revolucionário, também é o mais inacabado.
Mas é uma uma experiência fenomenal que me gastou a mim e a muitos outros milhares de horas e que outros milhares vai gastar.

Bruno: Os utilizadores de GNU/Linux costumam discutir, muitas vezes de uma forma pouco saudável, as virtudes do KDE em relação ao GNOME e vice-versa. Qual é a tua opinião sobre este assunto? Consideras que um é superior ao outro ou que são apenas duas escolhas entre tantas?

Nuno: Acho que muita gente que não sabe nada do assunto fala demais sobre o assunto.
Acho que o que une o gnome e o kde é muito mais do que os separa.
Acho que são diferentes.
Acho que as questões fundamentais que levaram o kde a dar um salto em frente deveram levar o gnome a também o dar. (o gnome tem questões internas muito importantes para decidir no próximo salto)
Acho que o qt 4.4 nos dá uma vantagem competitiva.
Acho a comunidade gnome fantástica.
Acho muita coisa 🙂

Bruno: Na tua opinião, achas que o GNU/Linux está pronto para o desktop ou consideras que ainda precisa de melhorar nesse campo?

Nuno: Acho que sim, eu uso em exclusivo para cima de 3 anos o kde 3.5 é completamente utilizável por qualquer pessoa. (experiência própria de por linux’s a trabalhar no mundo real com gente real de limitados conhecimentos de computadores, temos mais problemas com uma pessoa que julgue já dominar de computadores do que com aleguem que de facto não tenha grande experiencia).
O objectivo do kde 4 é colocar o kde e o Desktop Linux bem acima de outros Desktops.
Não sei se vamos conseguir mas vamos tentar. e sabemos que temos as tecnologias para o fazer.

Em nome do Webtuga, quero agradecer ao Nuno pela disponibilidade em responder a estas seis questões e desejar-lhe as maiores felicidades no desenvolvimento de interface do KDE.

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As novidades do KDE 4.0

Após alguns atrasos, a versão 4.0 do gestor de desktop KDE, utilizado em várias distribuições de GNU/Linux e *BSD, chegou finalmente. Nova cara, maior performance e muito eye-candy são algumas das muitas novidades.

Nesta nova versão estável do KDE, houve uma reconstrução do núcleo do KDE, com recurso às novas bibliotecas QT, versão 4, da Trolltech. O uso destas novas bibliotecas traduz-se num aumento de performance, ao mesmo tempo que se adiciona suporte para composite, e numa superior framework multimédia.

Após muitos anos a servir fielmente a gestão de ficheiros e navegações web do KDE, o Konqueror foi relegado apenas para web browser, passando o papel da gestão de ficheiros ao Dolphin, que tem um interface mais intuitivo e simples. Mas, caso prefiram utilizar o Konqueror para gestor de ficheiros, podem configurar o KDE para isso.

Esta nova cara do KDE 4.0 é, sem dúvida, muito superior à anterior. Tanto os ícones como o tema são fruto do trabalho do projecto Oxygen, do qual faz parte o "nosso" Nuno Pinheiro – que, verdade seja dita, tem feito um trabalho, no mínimo, excelente. Pena é aquele menu de acesso às aplicações, que não me agrada muito – prefiro algo na onda do menu do GNOME.

Muitas aplicações do KDE sofreram alterações ao nível do interface e das suas funcionalidades. Exemplos disso são o visualizador de imagens Gwenview e o visualizador de documentos Okular. O Amarok é que, para infelicidade dos utilizadores do KDE, só vai ter nova versão daqui a algum tempo.

Ao contrário do que as vozes da desgraça dizem, eu não acredito que o KDE vá rivalizar com o GNOME, ou vice-versa. Esta nova versão do KDE é apenas mais uma excelente escolha, no meio de tantas, para os desktops livres. É certo que eles competem entre si, mas isso só é bom para os utilizadores, pois essa competição resulta num maior e melhor desenvolvimento.

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Instalar o KDE 4.0 RC1 no Ubuntu 7.10

KDE 4.0 RC1

São utilizadores de uma das distribuições da Família Ubuntu 7.10 (Ubuntu, Kubuntu, Edubuntu, Xubuntu) e querem instalar a primeira "release candidate" do KDE 4.0? Então sigam este tutorial do blog de Richard Bradshaw e desfrutem de um desktop muito eye candy, onde se pode ver o excelente trabalho do português Nuno Pinheiro.