Twitter: ainda tem muito pio para dar

Twitter

Um pouco por toda a blogosfera, através de posts e artigos em blogs e noutros sites, tem-se tornado um bocado lugar-comum falar sobre o possível abrandamento do Twitter.

Para quem tem vivido debaixo duma pedra ou numa caverna sem comunicação com o mundo exterior, o Twitter é um site que consiste numa rede social e serviço de microblogging, em que os utilizadores podem enviar e ler mensagens de outros utilizadores, mensagens estas que são chamadas de tweets. Estas mensagem têm um limite máximo de 140 caracteres. Cada utilizador pode seguir (follow) e ter outros seguidores que o queiram seguir (followers). Pode-se enviar tweets não só a partir do nosso perfil no site do Twitter como também a partir de aplicações externas como os smartphones e SMS a partir de telemóveis. Infelizmente Portugal ainda não está incluído na lista de países suportados para poder usar SMS.

Apesar de haver algumas mentes pela web que falam sobre a perda de poder do Twitter, esse cenário ainda está longe de acontecer. O Twitter tornou-se tão enraizado dentro da rotina virtual dos utilizadores mais virados para a web e as redes sociais, que vai ser difícil despegar este hábito. E cada vez mais pessoas, de todas as idades, se viram para o seu computadorzinho ligado à internet e entram na onda social. É quase como dizer que o Facebook está a perder terreno… o Facebook, segundo o Alexa Ranking, que é um site chamado Alexa que mede os níveis de tráfico dos sites por todo o mundo, é o 2.º site mais visitado do mundo. O primeiro é o Google, faz sentido? O Twitter está na 9.ª posição.

No dia 2 de Novembro de 2010 o Presidente da Venezuela ultrapassou a barreira de 1 milhão de seguidores. Agora, se aquele número é legítimo ou anda ali mão do diabo já não sei. Existem algumas formas de aumentar os números de seguidores no Twitter, umas mais fáceis do que outras, mas vamos partir do princípio que o Hugo Chavéz é mesmo um gajo popular.

O Twitter tornou-se um dos dois botões obrigatórios em todas as empresas que querem se mostrar “para a frentex”, tornou-se um hábito, e os hábitos são difíceis de mudar. Não é que o Twitter seja comprovadamente, em todos os casos, bom para o negócio, eu acho que acaba por ser uma distracção, porque muitas pessoas vão para o Twitter vindo dum website que tinha um botãozinho engraçado, e o webmaster daquele site pode ter perdido um cliente ou um leitor interessado, enquanto o utilizador já esqueceu, anda a navegar pelo twitter, ou pior ainda, apenas fechou a página anterior e foi para o youtube ver vídeos. Adeus utilizador.

Há mercados em que o Twitter pode funcionar melhor, se estes forem personalidades ou empresas que sejam genuinamente atractivas para os seus seguidores, em que as pessoas queiram mesmo, mas mesmo, mesmo estar actualizados com quem eles estão a seguir… em toda maioria dos outros, acaba por ser uma distracção. Não é que não contribua para a formação ou visibilidade da empresa, mas em termos de clientes em si, não é eficiente.

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O que é que isto quer dizer para utilizadores normais como nós? Nada de especial, mais uma maneira de usar o nosso tempo, ao menos não se perde tanto tempo lá como no Facebook (vocês sabem do que é que eu falo…).

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O João Paulo é artista, designer, entusiasta sobre digital marketing e os motores de busca, gosta de ler, ver um bom filme, e veja-se lá, de vez em quando pensa que é escritor.

É administrador dum site àcerca do logotipo e tem ainda um outro engraçado sobre o retrato artístico como tema principal.

Alojamento Web
Alojamento Web

Guerra Santa

Todos têm uma fé. Uns acreditam em Delphi, outros em Java. Há ainda os discípulos de C, de Visual Basic, HTML e outras tantas igrejas menores. São programadores, mas poderiam muito bem ser chamados de pastores.

Jamais duvide da linguagem preferida de um programador. Pode ser o caminho mais curto para a fogueira da Guerra Santa Virtual.

Como não podia deixar de ser, também cultivei a minha religião. Ainda brincava com BASIC, sem fazer nada de importante, quando conheci o Pascal. Um amigo baixara algumas apostilas de um BBS – ainda não se acedia à Internet – e assim que li fiquei convertido.

Pela primeira vez na vida vi uma linguagem estruturada. Tudo muito lógico, restrito e, ao mesmo tempo, flexível. Talvez não tão eficiente quanto o todo poderoso C, que conhecia de fama, mas muito mais eficaz que o BASIC e perfeita para a correcta aprendizagem da programação.

Devorei os tutoriais todos e em questão de dias já fazia programas em Pascal que nunca conseguira fazer em BASIC.

Convertido, jurei nunca mais usar “goto” e sempre adorar a estrutura perfeita das constantes, variáveis e sub-rotinas, organizadas e declaradas previamente, Já havia versões estruturadas de BASIC por aí, mas sempre era possível numerar as linhas e desviar o programa usando “goto”, uma verdadeira blasfêmia a ser evitada.

Veio então a interface gráfica, e o computador ficava cada vez mais acessível aos impuros e infiéis humanos normais. Apanhei o comboio um pouco tarde, quando Windows 95 já se firmava como padrão de mercado e comecei a desenvolver em Delphi, que era baseado em Pascal. Percebi, porém, que apesar da minha firme convicção, as linguagens ditas inferiores não desapareciam. Pior.

Percebi que era possível sim, desenvolver programas bons até mesmo em Visual Basic. Minha fé perdera o sentido de ser.

Pode ser difícil de admitir, mas a sua linguagem de programação preferida, assim como a sua equipa de futebol, não ganha sempre. A evolução, já dizia Darwin, depende da selecção natural e da diversidade. Não importa o quanto se batalhe e dicuta, haverá sempre  alguém fazendo um programa melhor que o seu, na linguagem que você mais odeia. E não adianta nada deita-lo na fogueira.

Tentaram esse método há uns mil anos atrás e não deu certo.


resolvi partilhar com vocês esta cronica da revista PC Master (Ano 5, Edição 51, Por Leandro Calçada). O texto demonstra na perfeição a realidade… todos nós (programadores) por uma razão ou por outra gostamos mais de uma linguagem de programação e conscientes da nossa convicção defendemos-la até ao fim, quem diz linguagens de programação, diz sistemas operativos… somos todos seguidores de alguma coisa.

Eu digo, ainda bem que não concordamos em tudo e ainda bem que existe alternativas e concorrência.

Darwin tinha razão, a evolução depende da selecção natural e da diversidade… será sempre assim…

Bom fim de semana, Cumprimentos

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TwitterCount – Quantas pessoas o seguem no Twitter?

TwitterCount

TwitterCounter é uma nova ferramenta que lhe permite criar um badge com a informação de quantos seguidores tem no seu Twitter.

Para tal basta ir ao site, colocar o número e copiar o código da badge e desta forma poderá mostrar no seu site o número de utilizadores que o seguem.

Para quem não sabe o WebTuga tem uma conta no twitter com os últimos posts colocados aqui no site.

TwitterCounter for @webtuga

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MacHeads – um documentário sobre os fãs da Apple

Kobi Shelby produziu e realizou um filme chamado “MacHead The Movie”, onde explora todo fenómeno do fanatismo dos seus fiéis seguidores. O trailer pode ser visto acima e o site oficial do documentário visitado em macheadsthemovie.com. Fonte: Laughing Squid