Ubuntu 9.10 Karmic Koala

Ubuntu 9.10

Finalmente está disponível o novo Ubuntu 9.10 Karmic Koala que nos chega com grandes novidades, alguns dias após o lançamento do Windows 7 da Microsoft.

Entre as novidades distinguem-se o novo Ubuntu Software Centre e a integração com o Ubuntu One.

A integração com o Ubuntu One, que lhe permite sincronizar e partilhar online até 2GB de conteúdo do seu computador, não é a única melhoria do Ubuntu no que toca a ferramentas de funcionamento na “nuvem” (Cloud), o Ubuntu 9.10 inclui várias imagens para utilizar em máquinas virtuais em servidores remotos em serviços como o Ubuntu Enterprise Cloud ou a Amazon EC2.

O Pidgin foi substituído por um novo cliente de instante-messaging, o Empathy, sendo uma solução bastante semelhante ao Pidgin, no entanto é criada com base na framework de comunicações Telepathy e funciona de uma forma modular, permitindo outros programadores implementarem outros protocolos de comunicação ao software. O Empathy tem também suporte para chamadas de vídeo nas redes/protocolos que suportem e permite o seu funcionamento em fullscreen.

O Cheese é a ferramenta de captura de fotos e vídeos, foi também melhorado, tendo um aspecto bastante simples, semelhante ao do PhotoBooth do macOSx, tornando assim o seu uso em Netbooks bastante eficiente.

O gestor de arranque eventos de arranque System-V foi também substituído pelo Upstart, e o USplash foi substituído pelo XSplash, tornando assim o boot mais rápido.

O kernel presente nesta versão do Ubuntu é o Kernel Linux 2.6.31, enquanto que o sistema de ficheiro ext4 está agora disponível por omissão no sistema.

Em relação ao ambiente de trabalho, o Ubuntu é uma das primeiras distribuições a incluir o Gnome 2.28, que proporciona bastantes melhorias no ambiente gráfico do desktop. De destacar o Gnome Bluetooth que permite gerir ligações a telemóveis e outros dispositivos que utilizem esta tecnologia e para além disso será possível através do NetworkManager utilizar a ligação dos telemóveis para aceder à Internet. O gdm foi também totalmente rescrito, tornando o ambiente de login muito mais acessível e intuitivo.

AppArmor foi também melhorado, tendo agora a integração com a Libvirt no uso do KVM ou QEMU, com o Firefox, Dovecot e outras aplicações.

As grandes mudanças, fazem com que quem actualize o sistema pelo Synaptic não obtenha todas as alterações efectuadas pelo sistema, visto que o Ubuntu 9.10 tem agora o Grub 2 e outras alterações mais complexas que impossibilitam as alterações on-the-fly.

Para quem quiser actualizar Ubuntu, poderá utilizar o seguinte comando na Consola:

sudo update-manager -c

Caso deseje fazer download da imagem de cd para gravar, basta escolher a versão que deseja sacar e um mirror que se encontre perto de si na página de download do Ubuntu.

Download Ubuntu

Alojamento Web

10 razões para não utilizar Ubuntu

Ubuntu Tux

Existem muitas pessoas que mesmo após utilizarem o Ubuntu (ou qualquer outra distribuição Linux) continuam a preferir/utilizar o seu Windows (provavelmente pirata ou que pagaram os olhos da cara para o ter ( ou então não )).

Enquanto estava a stumblar (estou viciado no stumbleupon), encontrei um artigo no Socialized Software que indica as top 10 razões para não utilizar Ubuntu e achei no mínimo engraçado.

1 – Não é possível testar antes de comprar

Como o Ubuntu é um software livre, não é possível testar antes de comprar, pois é impossível de comprar.

Por isso o Ubuntu não lhe dá a oportunidade de testar o software antes de pagar.

2 – A instalação de software é demasiado fácil

A instalação de software no Ubuntu via Synaptic ou apt-get é demasiado fácil. Com o synaptic basta fazer uma pesquisa, seleccionar as aplicações/bibliotecas que desejamos instalar e em poucos segundos elas estão instaladas. Simples, fácil e eficaz.

As pessoas estão habituadas a fazer muitas pesquisas e muitos click’s antes do programa estar instalado.

3 – Poucos vírus e muita segurança

Linux é um sistema bastante seguro, portanto não existe a necessidade de ter um anti-virus + anti-spyware + anti-adware + qualquer coisa para proteger os seus dados.

4 – Não tem software de produtividade caros

O Ubuntu não tem uma Suite de produtividade como o Microsoft Office que custa 400$, portanto provavelmente não presta.

O OpenOffice.org é gratuito e opensource, portanto se não se paga, não deve ser grande coisa (tal como o Ubuntu, se é gratuito não presta!).

5 – Não é possível comprar

Como já foi dito o Ubuntu é totalmente gratuito, portanto se não se paga e se até oferecem CDs do Ubuntu é porque provavelmente a ninguém quer o sistema operativo da Canonical e portanto a empresa distribui os CDs que não foram vendidos… provavelmente.

6 – Demasiadas aplicações gratuitas por onde escolher

Existem milhões de aplicações para Linux totalmente gratuitas e a maioria delas é opensource.

São tantas as aplicações que as pessoas têm problemas a escolher aquelas que lhe agradam.

7 – Documentado bem demais

A comunidade Ubuntu junta esforços para documentar todo o software e até mesmo traduzir em várias línguas. Ora se a documentação está em Português não vai prestar… pois o que é em Inglês é que é bom…

8 – Suporte gratuito e rápido

Para além da documentação, das centenas de sites/blogs/fóruns e restantes comunidades que existem para o ajudar a gerir o seu sistema operativo, existem ainda vários canais distribuídos pelas redes de IRC com pessoas dispostas a ajuda-lo em tudo o que for preciso.

9 – Demasiadas Interfaces por onde escolher

Apesar da maioria das pessoas pensarem que Linux ainda é um bicho de 7 cabeças e ainda é tudo por linha de comandos, o Linux permite escolher entre vários Gestores de Janelas (ex: Gnome, KDE, xFCE, etc…) e personalizar totalmente o sistema operativo.

Existem muitas mais configurações possíveis para deskmod em Linux do que em macOSx ou Windows.

10 – Demasiado Eye Candy

Para além dos gestores de janelas disponíveis, é possivel a instalação de pequenas aplicações que apesar de terem como principal objectivo tornar o ambiente Eye Candy, facilitam a vida de quem trabalha com várias aplicações, podendo ter vários desktops no mesmo sistema e agrupar as aplicações em cada um deles.