20 anos de World Wide Web

Março de 1989. Foi neste mês que Sir Tim Berners-Lee, físico britânico, apresentou aos seus superiores no CERN um documento que denominou de “Gestão da Informação: uma Proposta”. Com esta proposta, Tim procurava organizar da melhor forma as trocas de informação e documentos entre os seus colegas no CERN. Pouco haveria Tim de imaginar que tinha acabado de criar os primeiros passos daquilo que hoje conhecemos como a World Wide Web.

Em comemoração da data que se assinala hoje, o laboratório europeu organizou uma conferência na sua sede, em Genebra, e onde o chamado pai da WWW teve presença confirmada.

O CERN criou igualmente um endereço comemorativo do 20º aniversário da WWW, assim como um vídeo de perto de 30 minutos onde reúne entrevistas a Tim Berners-Lee e Robert Calliau.

Aqui está um vídeo de Tim a falar inicialmente sobre esse momento antes de falar sobre Linked Data:

O documento está actualmente exposto no laboratório europeu de partículas e é encarado como uma espécie de certidão de nascimento da World Wide Web.

Alojamento Web

Predadores sexuais proibidos de navegar na internet em New Jersey

O estado americano de New Jersey aprovou uma lei que proibe as pessoas acusadas de crimes sexuais de acederem à internet ou de utilizar um computador, mesmo que os seus crimes não tenham utilizado a "auto-estrada da informação" como veículo.

Um dos apoiantes desta lei afirma que este barramento permite "reduzir o risco de um acusado voltar a cometer um crime de natureza sexual".

De acordo com a lei, todos os acusados de crimes sexuais em liberdade condicional poderão ser monitorizados pelos organismos estatais de New Jersey. Se algum dos criminosos, estando ou não em liberdade condicional, tiver usado a internet como forma de cometer crimes, será proibido de aceder à internet e de utilizar um computador. Mas, mesmo que os seus crimes não estejam ligados ao "mundo" online, o seu acesso à internet pode ser proibido e, se o estado de New Jersey entender, poderá ser proibido de utilizar um computador.

Para além de todas estas restrições, os predadores sexuais poderão ser forçados a instalar software de monitorização, para que as suas caminhadas online possam ser controladas em tempo real.

Viva o discernimento americano.

{Fonte: Ars Technica}

Alojamento Web

Mark Shuttleworth faz fortes críticas à Microsoft

Ubuntu

Numa entrevista dada à Eweek, Mark Shuttleworth falou das alegadas infracções de patentes da Microsoft e fez fortes críticas à empresa, acusando-a de fazer extorsão.

Mark Shuttleworth acusa a Microsoft de tentar dividir a comunidade open-source, ao alegar infracção de 235 patentes, e de se aproveitar da fraqueza financeira de algumas distribuições para comprar acordos. O presidente da Canonical também aponta o dedo às distribuições que fizeram os acordos de protecção com a Microsoft, por se deixarem arrastar para uma teia de incertezas, medo e confusão (FUD).

To say, as Ballmer did, that there is undisclosed balance sheet liability, that’s just extortion and we should refuse to get drawn into that game. On the other side, if Microsoft is concerned about its intellectual property, there is no one in the free software community that wants to violate anyone’s IP. Disclose the patents and we’ll fix the code. Alternatively, move on.

Durante a entrevista, Mark Shuttleworth é questionado sobre a GPL3. Ele afirma que a GPL3 é melhor que a sua antecessora e que o novo Ubuntu vai estar sob esta licença. Quanto às criticas de Linus Torvalds à nova GPL e à não passagem do kernel do Linux para esta licença, ele acredita que o ditador benevolente – Linus Torvalds – apenas quer o melhor para o kernel e que não há problema em haver ou não mudança de licença.

Quanto a possíveis acordos de interoperabilidade com a Microsoft, o homem forte da Canonical afirma que eles não estão postos de lado, mas que os acordos de protecção são uma carta fora do baralho.