openSuse 11.1 beta 2

openSuseNa segunda feira recebi uma carta para levantar uma carga nos CTT vinda da Alemanha.

Achei estranho, pois não me lembrava de ter encomendado nada, muito menos vindo da Alemanha e ainda por cima uma carga que era gratuita e estava descrita como volumosa.

Como os CTT estiveram dois dias de greve e como ontem era Quinta-Feira, dia de feira aqui em Barcelos, decidi adiar a minha ida para hoje.

No carimbo da carta, indicava para levantar nos CTT de Arcozelo, no entanto quando cheguei aos CTT indicados, disseram-me que se tinham enganado no carimbo e portanto teria que me deslocar aos CTT de Barcelos para fazer o levantamento da carga.

Lá me desloquei até aos CTT de Barcelos e ao levantar a encomenda apercebi-me logo que eram CDs/DVDs com Linux, mais propriamente Linux OpenSuse.

Já tinha pedido à algum tempo DVDs do OpenSuse, no entanto não me lembrava de os ter pedido e nunca pensei que viessem da Alemanha.

Foram ao total 40 DVDs com o sistema operativo OpenSuse 11.0, totalmente gratuitos que se vão juntar aos outros CDs com Ubuntu e OpenSolaris que por aqui tenho para distribuir em Lan Parties e outros eventos sociais tecnológicos que visito.

O OpenSuse 11.0 é a ultima versão estável desta distribuição, no entanto aproveito a boleia para anunciar que o OpenSuse 11.1 beta 2 foi lançado hoje e pode ser descarregado dos repositórios oficiais.

Aqui fica uma lista das principais mudanças no OpenSuse 11.1 beta 2:

  • Live CDs para GNOME e KDE com tamanho reduzido
  • VirtualBox 2.0.2
  • OpenOffice.org 3.0RC2
  • GNOME 2.24.0
  • KDE 4.1.2
  • Mono 2.0 RC 3
  • Compiz 0.7.8

Queria deixar aqui o meu agradecimento à Novell pelo excelente trabalho na personalização da distribuição e também pelo envio dos DVDs.

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Microsoft e Novell de mão dadas para a China

A cooperação entre a Novell e a Microsoft conheceu mais um novo marco, com a aliança formada entre as duas empresas para entrar no mercado Chinês.

Estas duas empresas vão, mais uma vez, colaborar, desta vez para oferecer soluções mistas – de sistemas livres e fechados – às empresas chinesas. Estas soluções estarão protegidas de potenciais processos por violação de patentes.

A China é um mercado onde o software livre tem muito sucesso. Um exemplo deste sucesso é o Red Flag Linux, uma distribuição de GNU/Linux usada no sector empresarial deste país asiático.

via news.yahoo.com

Nota: Obrigado ao Francisco Carinha pela dica

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Entrevista a Flávio Moringa e Paulo Trezentos, da Caixa Mágica

Logo da Caixa Mágica

Caixa Mágica, uma das distribuições portuguesa de GNU/Linux, lançou recentemente a primeira beta da versão 12. Esta nova versão é marcada por uma mudança de base da distribuição para a Mandriva 2008, deixando para trás o Suse.

Quem ainda não conhece esta distribuição, não sabe o que está a perder. Eu já tive oportunidade de testar a primeira beta da nova versão e posso dizer-vos que os utilizadores da Caixa Mágica, ao contrário dos utilizadores de um certo sistema proprietário, têm razões mais que suficientes para dizer "WOW".

Como se tem falado muito do GNU/Linux como sistema para o desktop e aproveitando o lançamento da primeira beta da Caixa Mágica, o Webtuga tentou fazer uma pequena entrevista com os responsáveis deste projecto. Paulo Trezentos e Flávio Moringa acederam gentilmente ao nosso pedido.

Webtuga: Na nova versão da Caixa Mágica, a versão 12, o projecto decidiu adoptar a Mandriva como base. Quais foram as razões para esta mudança e que podem os utilizadores esperar dela?

Flávio Moringa: Tal como indicado em http://contribsoft.caixamagica.pt/trac/wiki/LetterToTheCommunity, as razões não tiveram como base aspectos meramente técnicos, mas principalmente de ordem estratégica. A associação à Mandriva permite-nos ter uma colaboração mais estreita em todo o processo de desenvolvimento da distribuição, devido ao facto de toda a "máquina" Mandriva não ter o peso na Novell/SUSE (a base anterior da Caixa Mágica) e facilitando assim a troca de experiências de uma forma muito mais simplificada. Isto aliado ao facto de estarmos inserido num projecto europeu no qual somos parceiros (ou seja o gelo já estava quebrado a nível de contactos), e considerando que a Mandriva é reconhecidamente umas das distribuições mais amigáveis de usar levou a esta tomada de decisão. Conseguimos assim colaborar de forma a trazer aos nossos utilizadores o melhor que o mundo do Linux tem para oferecer, ou seja, a facilidade de utilização da Mandriva, aliada ao "know how" que possuímos do mercado português e das necessidades especificas que ele possui.

Webtuga: Se um utilizador pretender instalar a Caixa Mágica no seu computador, pode fazer o download gratuito do site do projecto, mas também pode adquirir o sistema operativo. Quais as vantagens da aquisição da Caixa Mágica sobre o download?

Flávio Moringa: A grande vantagem são os serviços associados. O software é livre e quem quiser pode instalá-lo onde entender e como entender, mas o pacote, além do software, integra um conjunto de serviços que pode fazer a diferença para muita gente, nomeadamente:
   – Suporte telefónico de 30 minutos de apoio à instalação;
   – Suporte por e-mail durante 6 meses;
   – Desconto em formação Caixa Mágica;
   – Manual impresso;
   – DVD’s em versões de 32 e 64 bits;
Este tipo de serviços não estão incluídos em sistemas operativos proprietários, e mesmo a nível de distribuições Linux, as restantes à venda em Portugal não possuem centros de apoio cá, o que torna o acesso ao suporte bem mais complicado.
Com estes serviços incluídos é possível assim garantir a empresas ou particulares que se sintam menos à vontade para instalar este novo sistema, que caso surjam dificuldades, existe alguém que os pode ajudar rapidamente a ultrapassá-las.

Webtuga: Este tem sido um tópico muito debatido, por isso não posso deixar de fazer a seguinte pergunta: Consideram o Linux um sistema operativo tão bom ou superior aos sistemas proprietários no desktop?

Flávio Moringa: Como em tudo na vida, depende sempre do uso pretendido. Se me disser que o Sistema Operativo actual que usa serve para ler e escrever documentos office, navegar na internet, ler e enviar correio electrónico, imprimir e digitalizar documentos, ver filmes e ouvir música, então a minha resposta é que um sistema GNU/Linux é claramente superior e está neste momento a deitar dinheiro à rua se investir em qualquer outro sistema. E isto sem precisar de estar minimamente familiarizado com o sistema. Se além do que referi, precisa de ter alguma tipo de ligação a redes com áreas e utilizadores partilhados, sistemas de correio electrónico especiais (ex: exchange server) então muito provavelmente um sistema GNU/Linux continua a ser uma excelente alternativa, mas já pode precisar de apoio técnico para algumas configurações. Finalmente, se possui alguma aplicação que funciona exclusivamente num Sistema Operativo Proprietário, se possui algum hardware que não tenha suporte em Linux ou usar o seu computador para jogar jogos de última geração, então nesse caso poderá ser complicado, mas não impossível, usar uma distribuição de GNU/Linux. Mas como referi inicialmente, cada um destes casos depende sempre vários factores que só o utilizador pode indicar. Posso, no entanto, afirmar categoricamente que em 90% dos casos de utilização de um computador numa empresa, um sistema GNU/Linux supera a nível de funcionalidades, segurança e performance qualquer sistema proprietário.

Webtuga: Como classificam o panorama do software livre e a adopção de sistemas livres em Portugal?

Flávio Moringa: Ainda somos um país muito agarrado aos sistemas proprietários, mas é notório que uma grande mudança está a começar a acontecer. Em primeiro lugar temos o Estado, que está cada vez mais a perceber as enormes vantagens da utilização do software livre, como podemos observar pelo Linius (O Linux do Ministério da Justiça), pela utilização, nas escolas, de portais livre como o moodle, pela lançamento em simultâneo da aplicação de acesso ao futuro cartão do cidadão para as três principais plataformas (Linux, Windows e MAC), entre outros como se pode ver em http://www.softwarelivre.gov.pt/boas_praticas/, e ainda pela organização de eventos sobre esta temática como por exemplo o evento Software livre na Administração Pública que mostrou o que de melhor se faz no Estado português nesta área. Temos depois várias empresas a apostar em usar software livre como principal ferramenta de desenvolvimento, como o portal Sapo do grupo PT e a UZO da TMN. E temos cada vez mais empresas a dar apoio de consultoria e outsourcing nas áreas do software livre, como a Caixa Mágica, a DRI, a Ângulo Sólido, etc.
Com todos estes grandes "players" no mercado parece-me ser só uma questão de tempo até que os utilizadores individuais, e as pequenas empresas se apercebam das vantagens que têm em passar a usar software livre no seu dia a dia. Esta é a principal batalha que se trava agora, conseguir mudar as mentalidades das pessoas para que se apercebam que o mundo já não é só um Sistema Operativo, mas que existem alternativas melhores, mais baratas, mais fiáveis e acima de tudo que não restringem em nada a forma como cada pessoa pode tirar partido desse sistema.

Webtuga: Quais as perspectivas de futuro para a Caixa Mágica?

Paulo Trezentos: A Caixa Mágica aposta num crescimento sustentado, afirmado-se como um dos pricipais especialistas Open Source em Portugal. Até 2010 apostamos em crescer em Portugal, fornecendo Linux às grandes organizações com ganhos económicos e de robustez. Para isso, contamos com desenvolvimento interno e aposta em Investigação e Desenvolvimento.
Outra área que pretendemos continuar a liderar é no desenvolvimento Open Source em linguagens como PHP, Perl e Python em projectos para grandes clientes.
Sabemos que atingir estes objectivos ambiciosos só é possível com recurso a uma equipa motivada e altamente qualificada. É por isso que continuaremos a aposta em recrutar os melhores.

O Webtuga agradece a disponibilidade para responder a estas questões e faz votos de muito sucesso para o projecto Caixa Mágica e todos os envolvidos nele.

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Pidgin 2.2.1

Já está disponível a nova versão do cliente de chat multi-plataforma e multi-protocolo, Pidgin. O Pidgin é uma aplicação criada em GTK+, com suporte para as redes de chat Jabber, MSN, AIM, ICQ, Yahoo!, IRC, Napster, Gadu-Gadu, Novell Groupwise, SLIC, Rendezvous, MySpace, QQ, SameTime Trepia e Zephyr.

Nesta versão, a libpurple – o núcleo do programa – sofreu várias alterações. Foram corrigidos alguns bugs, entre os quais os erros que ocorriam durante a compilação do programa em Solaris, o erro que mostrava o tamanho errado de um ficheiro enviado pela rede MSN e as memory leaks nos protocolos XMPP e MySpace. Para além disso, as notificações do Gmail foram melhoradas.

O interface gráfico do programa também sofreu alterações. Durante a compilação, o X11 é correctamente detectado e as configurações de proxy já não se perdem quando o programa é reiniciado.

O código-fonte do programa e os binários de instalação para Windows, Fedora, CentOS e Red Hat Enterprise Linux estão disponíveis no site oficial do projecto.

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Free Software Foundation afirma que a Microsoft não está livre da GPL3

Pouco tempo depois do lançamento oficial da GPL3 , a Microsoft disse que não tinha nada a ver com esta licença. Mas a Free Software Foundation , num comunicado divulgado ontem, diz que as coisas não são bem assim.

No comunicado, a FSF Free Software Foundation ) afirma que, ao distribuir ou pagar a outro para distribuir em seu nome software sob licenciado com a GNU General Public License 3 (por exemplo, os cupões que compraram à Novell para distribuir o SLED 10, sem data de termino definida), a Microsoft terá que respeitar a licença e não poderá processar ninguém por violação de patentes.

If Microsoft distributes our works licensed under GPLv3 , or pays others to distribute them on its behalf , it is bound to do so under the terms of that license . It may not do so under any other terms ; it cannot declare itself exempt from the requirements of GPLv3 .

Durante o comunicado, são feitas fortes críticas à Microsoft e às suas alegadas – e já dadas como provadas pela UE – práticas monopolistas e anticompetitivas e acusa ainda a empresa de tentar destruir o software livre.

A Free Software Foundation termina o comunicado com uma promessa: defender das acusações de violação de propriedade intelectual todos aqueles que licenciaram o seu software sob a GPL3 .

We will ensure–and, to the extent of our resources, assist other GPLv3 licensors in ensuring- that Microsoft respects our copyrights and complies with our licenses.

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O tribunal decidiu, a Novell é a legítima proprietária da marca Unix

Mais uma notícia que vai azedar o ambiente lá para os lados de Redmond e não só… O juíz responsável pelo processo Novell x SCO decidiu que a primeira é a detentora da marca Unix. Acabam-se assim os ataques do grupo SCO ao Linux por alegadas infracções de direitos de autor.

Para além de ter decidido a favor da Novell, o tribunal decretou que o grupo SCO terá que dar parte do valor do licenciamento da Sun e Microsoft à Novell e que este deve desistir do processo contra a IBM, se a Novell assim o entender.

Na opinião do juiz, o grupo SCO apenas comprou uma licença do Unix à Novell e não os direitos sobre a marca.

Vários nomes de destaque do software livre já se pronunciaram sobre esta decisão. Entre eles está Eben Moglen, um dos pais da GPL3, que considera esta decisão uma mostra da força do movimento open-source:

It was argued that this was supposed to suggest riskiness in open source, but it turns out that the open-source world was rock solid from the beginning

O grupo SCO ainda pode recorrer da decisão.

{Fontes: The Wall Street Journal && Computer World && NYTimes && Groklaw}

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Lenovo é o próximo fabricante a pré-instalar GNU/Linux

A fabricante chinesa, Lenovo, anunciou hoje, dia 6 de Agosto, que vai disponibilizar alguns modelos com GNU/Linux pré-instalado para consumidores e clientes empresariais.

A escolha da distribuição pré-instalada recaiu sobre o SLED 10 (Suse Linux Enterprise Desktop), com um acordo assinado entre este fabricante e a Novell. À luz deste acordo, a Novell disponibilizará os updates e a Lenovo fará o apoio ao cliente.

We have seen more customers utilizing and requesting open source notebook solutions in education, government and the enterprise since our ThinkPad T60p Linux announcement, and today’s announcement expands upon our efforts by offering customers more Linux options

Isto é mais um sinal da aceitação cada vez maior de GNU/Linux e da crescente procura de qualidade por parte dos utilizadores.

{Fonte: BetaNews}

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Já saiu a GPL3

GNUDepois de 18 meses de discussão e quatro rascunhos, a Free Software Foundation lançou oficialmente a versão 3 da GPL (GNU General Public License).

Durante o tempo de discussão, a Free Software Foundation contou com muito apoio e muito desagrado vindos da comunidade que, juntamente com muito apoio legal da Software Freedom Law Center, fizeram a GPL3.

Dois dos pontos de maior destaque da GNU General Public License 3 são a impossibilidade de um distribuidor de software sob a GPL3 fazer acordos de protecção de patentes com empresas de software fechado (acordos tipo Microsoft/Novell) e a proibição de um dispositivo com software livre usar medidas para restringir ou não permitir modificações por parte do utilizador.

A GNU vai, para já, migrar 15 programas para a GPL3. O resto do seu portfolio vai adoptar a nova licença durante os próximos meses.

É com algum agrado que reporto o lançamento da GPL3, porque acredito no software livre e na filosofia adjacente, mas não de uma forma tão fervorosa como o Richard Stallman.

Não tenho nada contra o software proprietário e até uso algum, por via da necessidade, mas acredito que a industria de software e os utilizadores só têm a ganhar com o software livre.

Mas o lucro é que manda e por isso torna-se difícil estar 100% livre. A licença final pode ser lida aqui.

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Será que a Novell tramou a Microsoft?

Vi hoje, no site da Groklaw, um artigo interessante sobre os cupões da Novell que a Microsoft anda a distribuir. Os cupões que a Novell "deu" à Microsoft, aquando do muito criticado acordo entre as duas empresas, não têm data de expiração e, de acordo com Eben Moglen (advogado da FSF), é mais uma defesa para a comunidade contra um eventual processo por infracção de patentes vindo da Microsoft.

Se um destes cupões for activado após a implementação da GPL3, a Microsoft terá poucas ou nenhumas bases legais para processar os utilizadores do GNU/Linux por infracção de patentes, já que a versão 3 da GPL é muito precisa e restrita nestes assuntos.

A Novell, por seu lado, estará salvaguardada. Bem, eu não percebo quase nada de direito, mas depois do que li no site da Groklaw, dá-me a sensação que a Microsoft vai ter muitas dores de cabeça como distribuidor sob a licença GPL3, caso algum cupão seja (e acredito que vai ser) activado.

E a imagem da empresa também vai ser afectada (ainda mais). Este acordo, que a Microsoft considerou bom, pode vir a ser um tormento.

Com isto pode pensar-se que a Microsoft é uma empresa tolinha, mas será mesmo? Vocês, assim como eu, sabem os problemas que a Microsoft tem tido com a União Europeia.

Também devem saber que a Microsoft assinou um protocolo com o governo português à uns meses atrás e que Portugal está quase a assumir a presidência da União.

Não terá sido isto uma jogada estratégica da Microsoft para tentar contornar as dificuldades que está a ter no nosso continente? Mas será que a Novell tramou a Microsoft? Só quem lá está é que sabe; quem não está nos bastidores apenas pode especular.

Mas esta especulação pode não ser boa para os utilizadores. Vamos ver o desenrolar desta situação e esperar que os utilizadores, quer de Windows, quer de GNU/Linux, não sejam prejudicados.

Se estiverem interessados em ler o artigo completo da GrokLaw, cliquem aqui.