Tentar acertar no número de utilizadores de uma aplicação livre – a não ser que ela nunca tenha sido distribuida, tendo, por isso, apenas o seu criador como utilizador – é como jogar no Euro Milhões: esperamos acertar, mas as probabilidades disso acontecer são muito pequenas. Isso não impede a Canonical de tentar adivinhar o número de utilizadores da sua distribuição do sistema GNU/Linux, tal como as extremamente baixas probabilidades de ganhar o Euro Milhões não nos impedem de continuar a apostar.
Em declarações ao site InternetNews.com, Chris Kenyon, da Canonical, afirmou que o Ubuntu é usado por mais de 8 milhões de pessoas. Chris afirma que a fórmula para chegar a estes números está longe de ser perfeita, mas que não vê nada que deixe dúvidas acerca dos números.
Tenho que concordar com a desconfiança na fórmula, e estendo-a aos números avançados. Não é nada contra o Ubuntu ou a Canonical, mas apontar um número de utilizadores é um tiro no escuro. Contabilizar o número de utilizadores do Ubuntu é bastante difícil, porque um único CD pode dar para dezenas de instalações – se for bem estimado, para centenas.
Terá o Ubuntu 8 milhões de utilizadores? Não serão antes 3 ou 4 milhões, ou 14 ou 15 milhões? Como disse Goethe: «Só sabemos com exactidão quando sabemos pouco; à medida que vamos adquirindo conhecimentos, instala-se a dúvida.»
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