Microsoft admite: o UAC foi desenhado para te irritar

O UAC (User Account Control), aquela popup irritante do Vista que era suposto ser uma funcionalidade de segurança, foi criada para te levar ao desespero.

Antes que venhas aqui deixar um comentário parvo, não fui eu que disse isto. Estas palavras – não exactamente estas, mas lá perto – vieram da boca de David Cross, um dos responsáveis pelo UAC, durante uma conferência que decorreu em São Francisco.

"The reason we put UAC into the platform was to annoy users. I’m serious"

David afirma que este foi um mal necessário para tornar as pessoas mais conscientes dos perigos que advém da execução de qualquer aplicação sem olhar à origem ou pensar sequer no que se está a fazer.

"UAC is not a perfect security boundary, but it [has helped us] move from ‘zero click’ exploits to ‘one click’ defense"

via Dailytech e CRN.com

Author: Bruno Miguel

Blogger, apreciador de cerveja e defensor do software livre, corre um sistema GNU/Linux de acordo com Stallman e sem quaisquer bugs - apenas com funcionalidades não desejadas.

4 thoughts on “Microsoft admite: o UAC foi desenhado para te irritar”

  1. AHAHAHAH! Meu deus…
    Aumentar a segurança através de avisos constantes de qe está a trabalhar num sistema operativo pouco seguro não me parece qe vá resolver muita coisa.

    E depois há outra coisa: Os utilizadores qe resolvem (ou não sabem) desligar o UAC, familiarizam-se tanto com o carregar em “autorizar”, qe começam a aceitar todas as operações. Sejam elas legítimas ou não.

  2. A justificação dada por David Cross para o UAC é das coisas mais parvas que já ouvi…
    Como é possível pensar que utilizando o UAC, vai tornar um SO mais seguro e dissuadir as pessoas a não instalarem este ou aquele programa???

    Não me parece uma boa política… mas não é nada que a Microsoft já não nos tenha habituado.

  3. Pessoalmente, acho que o UAC não passa de “Make Up Security”. Está ali para dar alguma sensação de segurança aos utilizadores, e pouco mais que isso faz.

    Não acho que a explicação dada por David Cross seja parva. Acredito que realmente aquele seja o objectivo do UAC. E assim, o objectivo é que é parvo e não a explicação.
    Claro que a explicação tem muito marketing por trás, mas isso é normal numa empresa.

  4. Não é de rebolar no chão… aquilo até podia ter alguma utilidade se impedisse apenas que ficheiros novos no sistema não fossem executados a primeira vez sem primeiro se aceitar.. devia ter uma opção para lembrar (que não tem!) assim já seria muito útil, falo por mim, claro.
    Algo do género “Deixar só esta vez”, “Deixar sempre”, “Cancelar execução”. A inteligência não chega para tanto lá na Microsoft, mas pronto.

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