Não, 235 não é o nome de um filme sobre o número de guerreiros que enfrentou um império, mas tem um "império" metido ao barulho.
Duzentas e trinta e cinco é o número de patentes que a Microsoft diz que o software livre viola. As 235 alegadas violações de patentes dividem-se em:
- 42 patentes infringidas pelo kernel do Linux;
- 65 patentes infringidas pelos interfaces gráficos para GNU/Linux;
- 45 patentes infringidas pelo OpenOffice;
- 15 patentes infringidas por programas de E-mail;
- 68 patentes infringidas por outros programas.
Eben Moglen, um dos advogados da Free Software Fundation, já veio dizer que as alegadas violações se referem a algoritmos matemáticos e que estes não são patenteáveis.
Como já se esperava uma jogada destas por parte da Microsoft, a FOSS, juntamente com a IBM, Sony, Phillips, Novell, Redhat e NEC, criou a Open Invention Network (OIN) em 2005, com o intuito de reunir um portfolio de patentes que outras empresas (nomeadamente a Microsoft) possam estar a infringir. Por isso, não será de estranhar que a OIN processe a Microsoft, caso esta processe a FOSS.
E não nos podemos esquecer da terceira versão da GLP que, a ser aprovada, vai inviabilizar o acordo Novell-Microsoft e outros do género, e poderá mesmo levar a Microsoft à barra do tribunal.
Esta é uma guerra fria, com uma comunidade de um lado da barricada, apoiada por vários gigantes da tecnologia, e uma empresa monopolista do outro; no meio estão os utilizadores.
Eu quero e gosto de pensar que a FOSS vai sair vitoriosa desta contenda, caso isto avance para tribunal, porque partilho da visão do Richard Stallman, mas também da filosofia Open Source.
Mas, acima de tudo, espero que os utilizadores não sejam prejudicados por isto.
Fontes: Blog do Rui Moura, CNN e Cenourinha, que me chamou a atenção para este assunto.
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